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João Eduardo Amaral e Vitor Nogueira da Gama Couto

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Portugal 2030 e as oportunidades para investimentos ESG

Como crescer sendo um negócio sustentável? É possível contar com apoio do setor público para obter relevantes investimentos nesse sentido? Como conseguir visibilidade sendo uma empresa que tem por base o ESG? Essas e outras perguntas podem ser respondidas quando olhamos para o notável programa Portugal 2030.

Desenvolvido pelo governo português, o Portugal 2030 foi pensado e estruturado com o objetivo inicial de alavancar a economia do país, bastante afetada pela pandemia da Covid-19. Totalmente voltado para inovação e sustentabilidade, espera-se que o impacto deste programa se dê não só durante o período de sua execução – de 2021 a 2027 –, mas que perdure nos anos seguintes, considerando-se o amplo apoio ofertado à gama de projetos inseridos neste programa.

Seu foco é promover o desenvolvimento da economia portuguesa visando a proteção dos empregos dos cidadãos, a promoção de maior igualdade social e a aplicação das essenciais medidas sustentáveis para proteção do meio-ambiente, por meio do incentivo, justamente, de empresas que estejam comprometidas com os temas de inovação e sustentabilidade.

Para tanto, o Programa se divide em quatro agendas, com diferentes ramos de atuação, mas que, em última instância, voltam-se sempre a dois aspectos, em pequena e larga escala: o social e o ambiental. O que se propõe, portanto, é o financiamento de projetos diversos e que estejam direcionados a esses dois pilares essenciais da sustentabilidade. Portugal mostra, com isso, a vontade de se reinventar e de se reerguer, olhando para o um futuro que, como sabemos, precisa ser cada vez mais preservado, consciente e sustentável.

A mensagem dada pelo governo português é bem clara: está disposto a apoiar negócios voltados à preservação do meio-ambiente e que beneficie e conecte a sociedade como um todo. A consequência lógica é, portanto, estimular empreendedores a investirem e apoiarem iniciativas igualmente fundamentadas nessas questões sociais e ambientais, ajudando a construir e fortificar negócios que estejam engajados na sustentabilidade. Há de se esperar, naturalmente, que projetos nesse sentido se desenvolvam cada vez mais e que isso se torne uma tendência – e futura regra – no mercado.

Por certo, para fazer jus a esse incentivo, é preciso que as empresas estejam interessadas em mudar sua mentalidade corporativa tradicional, abraçando as verticais ESG e adotando em sua cultura organizacional a mentalidade sustentável. Cria-se aqui oportunidade para quem quer crescer agindo da forma correta.

Ao adentrarmos nessa nova era de governança consciente, programas como o Portugal 2030 criam um ciclo virtuoso para companhias, países e para a sociedade como um todo: é ofertado um estímulo à criação de projetos sustentáveis e, por consequência, os negócios são desenvolvidos pensando nos benefícios da adoção de novas práticas socioambientais. Temos, assim, o desenvolvimento orgânico de um sistema que se retroalimenta e que estimula todas as partes nele envolvidas.

Não por outro motivo que as práticas ESG têm se tornado, cada vez mais, um trunfo para as empresas, práticas estas que as colocam em posição de destaque para buscarem grandes oportunidades de investimento, a exemplo dos benefícios apresentados pelo Portugal 2030. Não será surpresa alguma quando – em um futuro não tão distante – essas práticas se tornarem recorrentes e quase que unanimidade no meio empresarial.

Mais do que ser um visionário, trata-se de ser responsável e de conscientizar cada empresa internamente, de modo que as práticas ESG escalem cada vez mais tomando proporções globais. Sem que cada companhia adote um posicionamento firme internamente, não será possível que o que já foi exceção torne-se regra no mercado. O papel é designado a cada investidor, acionista e diretor, de vislumbrar um amanhã em que as empresas possam exercer seus papéis de maneira sustentável. Alavancar a economia sem que para isso a natureza e a população tenham que sofrer as duras consequências.

Por fim, aquelas empresas interessadas no programa Portugal 2030, e que desejem submeter candidatura para obtenção dos incentivos, devem rapidamente, organizar-se para analisar ao pormenor os avisos de abertura das candidaturas, incluindo os critérios de seleção e elegibilidade, e preparar com antecedência o seu projeto e o seu plano de negócios, atentando-se ao curto espaço de tempo das chamadas. Esta é uma grande oportunidade, e não pode ser deixada de lado!

TAGS esg investimento Portugal sustentabilidade

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