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Transnordestina prepara estrutura para transportar minerais críticos no Ceará
Ferrovia, que já testa movimentação de grãos, começa a incorporar minérios e terras raras ao planejamento de cargas
A Transnordestina começa a ampliar o foco para além dos grãos e prepara sua estrutura no Ceará para transportar minerais críticos — insumos cada vez mais demandados pela indústria de tecnologia. A estratégia está sendo desenhada pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa responsável pela construção e operação da ferrovia e controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Segundo Tufi Daher Filho, diretor-executivo de infraestrutura e logística da CSN, a companhia já trabalha na preparação da ferrovia para receber esse tipo de carga.
A movimentação de outras mercadorias já ocorre, ainda em caráter de testes, no trecho entre Bela Vista do Piauí (PI) e Iguatu (CE). Até agora, os carregamentos são principalmente de grãos, mas o planejamento da empresa começa a incorporar novos produtos, entre eles diferentes tipos de minérios. Nesse grupo estão os chamados minerais críticos, matérias-primas consideradas estratégicas para diversas cadeias industriais. Daher Filho cita também as terras raras, conjunto de elementos químicos utilizados em aplicações tecnológicas e que frequentemente aparece associado à discussão sobre minerais críticos.
“As terras raras são o futuro do mundo, e o Brasil tem a segunda maior reserva do mundo. São investimentos altíssimos, é preciso todo um processamento, e espero que possamos explorar as terras raras aqui, sem simplesmente exportá-las brutas. Não deve ser mais uma commodity apenas exportada”, destacou Daher.
Cota brasileira redistribuída
Os Estados Unidos redistribuíram entre 28 países a cota de açúcar que havia sido retirada do Brasil para o ano fiscal de 2027, que começa em 1º de outubro. A República Dominicana ficou com a maior parcela dos 55.993 MTRV (toneladas métricas em valor bruto) redistribuídos. A decisão foi formalizada nessa quarta-feira, dia 23, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
A redução da participação brasileira havia sido anunciada pelo governo norte-americano em julho. Para o ano fiscal de 2027, o Brasil foi o único país cuja cota de açúcar para exportação aos Estados Unidos sob tarifa reduzida foi diminuída. O país recebeu autorização para exportar 100.000 MTRV com tarifa reduzida, ante 155.993 MTRV no ano fiscal anterior, uma redução de aproximadamente 36%.