sábado, 03 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Brasil Export

Eólica offshore depende de regulamentação para integrar autoridades

Atualizado em: 26 de setembro de 2026 às 9:21
Geovanna Barbosa Enviar e-mail para o Autor

Lei criou novas etapas para análise dos projetos, mas decreto ainda precisa organizar atuação de diferentes órgãos

O avanço da eólica offshore no Brasil depende da regulamentação da Lei nº 15.097/2025 para organizar a atuação das diferentes autoridades envolvidas nos projetos. O tema foi discutido no último dia 17, durante o Fórum Sul Export 2026, em Foz do Iguaçu (PR), em painel sobre a relação entre parques eólicos, portos e navegação.

Segundo o diretor de Novos Negócios da ABEEólica, Marcello Cabral, a legislação criou uma etapa prévia para avaliar possíveis interferências antes de o empreendedor avançar para estudos mais complexos e caros. A análise envolve questões como navegação, meio ambiente e uso múltiplo do espaço marítimo.

A lei também prevê um portal único para concentrar as informações e permitir a participação dos diferentes órgãos envolvidos. Para Cabral, a regulamentação deverá definir a sequência dessas avaliações e evitar sobreposição de competências.

“Existe uma fase pré muito importante para garantir que o que está na lei, de respeito às regras de navegação, respeito ao uso múltiplo do mar, seja respeitado”, afirmou.

Marinha e diretrizes técnicas

A atuação da autoridade marítima também foi destacada durante o debate. O engenheiro Felipe Ribolla Masetti, da Technomar Engenharia, afirmou que a Marinha já possui normas para avaliar os impactos dos parques sobre a navegação.

A NORMAM-303 trata, entre outros pontos, de interferências em acessos portuários, riscos à navegação e sistemas de comunicação e radar. Já a NORMAM-601 estabelece diretrizes para a sinalização náutica dos empreendimentos.

As recomendações da Pianc (sigla em inglês para Associação Mundial para Infraestrutura de Transporte Aquaviário), organização internacional da qual o Brasil participa desde 2007, podem complementar essas normas com metodologias para avaliar distâncias entre parques e rotas de navegação, áreas de manobra, riscos e operações de emergência.

Segundo Masetti, não há uma distância única que possa ser aplicada a todos os projetos. Cada empreendimento precisa considerar as características da região e das atividades já existentes.

Projetos-piloto

Os projetos-piloto foram apontados como uma forma de testar tanto a tecnologia quanto os procedimentos regulatórios. Entre as iniciativas citadas está um projeto de eólica flutuante em Rio Grande (RS), desenvolvido pela JB Energy.

O CEO da empresa, Rodolfo Gonçalves, afirmou que o projeto pretende avaliar impactos sobre navegação, pesca, meio ambiente e infraestrutura, além de envolver empresas locais, órgãos públicos e a comunidade portuária.

A experiência japonesa foi citada como exemplo da importância de considerar os portos desde o início. Segundo Gonçalves, o país desenvolveu projetos-piloto durante anos, mas encontrou dificuldades para avançar à escala comercial por não ter planejado a infraestrutura portuária de forma antecipada.

Portos

O diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Horn Ilha, destacou que a dimensão dos equipamentos exigirá infraestrutura adequada para fabricação, montagem e movimentação. A experiência brasileira no setor de petróleo e gás, segundo ele, pode facilitar a formação da nova cadeia produtiva.

A expectativa é que diferentes terminais participem das etapas de fabricação, transporte, instalação e manutenção dos parques. Nesse cenário, a cabotagem deverá ganhar espaço diante das dimensões dos componentes.

O painel teve participação de Felipe Ribolla Masetti, da Technomar Engenharia; Henrique Horn Ilha, da Portos RS; Marcello Cabral, da ABEEólica; e Rodolfo Gonçalves, da JB Energy. A mediação foi de Jacqueline Wendpap, diretora-executiva do Instituto Praticagem do Brasil.

Compartilhe:
TAGS ABEEólica Eólica offshore regulamentação
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten