Brasil Export
Brasil precisa manter ritmo de investimentos para ampliar infra, diz Dias
Diretor-geral da Antaq destaca avanços do setor e aponta previsibilidade, regulação e articulação institucional como condições para novos aportes
O avanço dos investimentos em infraestrutura no Brasil nas últimas décadas precisa ser acompanhado pela ampliação da capacidade logística do País diante de uma demanda que continua crescente. A avaliação é do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, que destacou a evolução registrada pelo setor mesmo diante das diferentes transições de governo.
Ele foi uma das autoridades a discursar durante a sessão solene de abertura do Fórum Brasil Export, realizado na noite desta terça-feira (6), em Brasília.
“Nunca se investiu tanto em infraestrutura, mas também nunca precisamos tanto de infraestrutura. A gente, da regulação, sofre o impacto dessa necessidade do País de aperfeiçoar a nossa infraestrutura”, afirmou.
Segundo Dias, os investimentos no setor conseguiram avançar ao longo de diferentes ciclos políticos, reforçando a importância de políticas estruturadas para garantir continuidade aos projetos.
“Nos últimos 20 anos, a gente teve transições governamentais intensas, mas podemos dizer que a infraestrutura evoluiu. Estamos dando um grande salto no planejamento estruturado para o País, para podermos olhar para frente com uma visão de Estado, independentemente de governos”, declarou.
Para o diretor-geral, a continuidade também depende da construção de um ambiente regulatório previsível. Nesse cenário, as agências têm papel relevante na relação com investidores privados.
“As agências reguladoras são fundamentais para dar tranquilidade para o setor privado investir. Eu acrescentaria um componente para o desenvolvimento da infraestrutura, que é a articulação institucional. Acho que é fundamental para conseguirmos desenvolver e resolver os problemas complexos que temos”, disse.
Dias também ressaltou que a expansão da infraestrutura dependerá da integração entre diferentes instituições e o próprio mercado. “Para resolver os problemas que temos, vamos precisar de muito diálogo institucional entre público e privado, um diálogo profissional e republicano”, concluiu.