Aeroportos
Novo Plano Aeroviário projeta necessidades de aeroportos até 2050
Atualização do PAN considera demanda por passageiros e cargas, crescimento das cidades e infraestrutura existente para orientar futuros investimentos
O Brasil está atualizando seu Plano Aeroviário Nacional (PAN) para projetar as necessidades da aviação civil nas próximas décadas e identificar onde poderá ser necessário ampliar aeroportos, melhorar a infraestrutura existente ou avaliar a construção de novas unidades. O planejamento considera a evolução da demanda por passageiros e cargas, o crescimento das cidades, as características econômicas das regiões e a capacidade da rede aeroportuária.
A atualização ocorre dentro de um novo ciclo de planejamento integrado de transportes e estará alinhada ao Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), lançado pelo Governo Federal em agosto deste ano. Enquanto o PNL analisa o sistema de transportes de forma integrada, o PAN concentra a análise na aviação civil.
Elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o PAN reúne projeções de demanda, estudos sobre a rede aeroportuária, análises socioeconômicas e avaliações de empreendimentos e investimentos. A versão atualmente vigente é o PAN 2022–2052, elaborado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans).
A nova edição deverá incluir novas informações às bases de dados para refletir as mudanças ocorridas no setor aéreo e na economia brasileira.
Entre os elementos previstos estão novas matrizes origem-destino de passageiros e cargas, que permitem identificar de onde partem e para onde vão os usuários do transporte aéreo e como esses fluxos se distribuem pelo território.
Análise de demanda
O planejamento considera dados sobre movimentação de passageiros e cargas, características dos municípios, economia das regiões, infraestrutura existente e projeções de crescimento da demanda.
Também são realizadas simulações de diferentes cenários para avaliar se a infraestrutura disponível será suficiente diante de uma eventual expansão da procura pelo transporte aéreo.
A partir dessas análises, pode ser identificada a necessidade de ampliar um aeroporto em operação, melhorar sua infraestrutura ou avaliar a implantação de uma nova unidade. O estudo também permite comparar alternativas e estimar os custos e benefícios de cada investimento para a sociedade.
O processo inclui estudos de planejamento de transportes e análises socioeconômicas de custo-benefício. Para elaborar o diagnóstico, o Ministério de Portos e Aeroportos reúne informações de diferentes fontes e recebe contribuições de empresas aéreas, operadores aeroportuários, especialistas, universidades, indústria aeronáutica, órgãos públicos e reguladores.
Etapas
Antes da implantação de um novo aeroporto, são necessárias outras etapas, como estudos de viabilidade, definição da alternativa técnica, licenciamento, elaboração de projetos, escolha do modelo de implantação e operação e definição da fonte de recursos.
Caso os estudos indiquem a necessidade futura de um aeroporto em determinada região, ainda será preciso avaliar o local de implantação, os custos, a demanda que poderá ser atendida, os impactos e a forma de construção e operação.
Por isso, não há um prazo único entre a identificação de uma necessidade e a entrega de um novo aeroporto. Cada empreendimento passa por etapas próprias.