Nacional
Lula reúne multidão na Paulista e pede mobilização para virada
Em meio à defesa da democracia e críticas ao fascimo, presidente pediu busca por voto de quem se absteve no primeiro turno para conseguir a reeleição no dia 25 de outubro
A defesa da democracia e as manifestações contra o fascismo marcaram o ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 11, na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante seu discurso, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) afirmou: “Aqui está São Paulo que diz não ao fascismo”.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também discursou e ergueu uma imagem da Constituição brasileira. Ao mencionar a cena de uma criança levantando uma arma de fogo em ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o episódio “chocou as mães brasileiras”.
Lula falou aos jovens e pediu união para conseguir virar mais votos. “Fico muito feliz que essa manifestação tem uma maioria de juventude. Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto”, afirmou o presidente. “Vocês têm de assumir a responsabilidade enquanto têm energia e disponibilidade para ir à luta. Esse País não pode perder a democracia, por pior que ela seja”, complementa
Outro público que Lula fez questão de destacar foram os idosos. Diante da alta taxa de abstenção no primeiro turno, o presidente pediu que esse grupo vá às urnas no segundo turno. “Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Os 60, 70 anos não transformam a pessoa em um inútil. Se a pessoa não votar por ela, ela tem filho, tem neto e tem a pátria dele para cuidar. Elas não podem permitir que os bandidos possam governar este País”, disse Lula.
Mesmo após o encerramento oficial, manifestantes permaneceram na avenida, com gritos contra a candidatura de Flávio.
Nas proximidades do carro de som, cuja estrutura começava a ser desmontada, predominavam jovens com cartazes em defesa da soberania nacional, do acesso à educação e contra a ditadura. Entre as palavras de ordem, o público entoava: “Trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua para o seu filho estudar”.
A programação previa uma caminhada até a Rua Augusta, mas a organização encerrou a manifestação após os discursos de Lula e de aliados, entre eles governadores reeleitos do Nordeste e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Com a justificativa de que a Avenida Paulista estava tomada pelo público, os organizadores orientaram os participantes a retornar a suas regiões para “virar votos”.
Justiça tendenciosa
Lula criticou a decisão do presidente TSE, Kássio Nunes Marques, que atendeu a um pedido da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Em seguida, a medida foi derrubada pelo corregedor eleitoral Ricardo Villas Bôas.
“Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano, de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, afirmou.