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Jornal BE News - Edição de Hoje

Brasil Export

Conectividade aérea impulsiona economia e desenvolvimento das cidades

Atualizado em: 17 de outubro de 2026 às 9:50
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Segundo CEO da Aeroportos do Brasil, ampliação das rotas beneficia comércio, turismo e serviços, além de gerar impactos sociais nas comunidades atendidas

A ampliação da conectividade aérea contribui para o desenvolvimento econômico dos municípios, movimentando atividades como comércio, turismo e serviços, mesmo entre a população que não utiliza regularmente o transporte aéreo. A relação entre a oferta de voos e o crescimento das cidades foi destacada pelo CEO da Aeroportos do Brasil (ABR), Fábio Rogério Carvalho, durante o Fórum Nacional Brasil Export 2026, realizado em Brasília.

Segundo o executivo, estudos apontam que municípios com maior conectividade aérea tendem a apresentar Produto Interno Bruto (PIB) mais elevado. Carvalho ressaltou que os benefícios da infraestrutura aeroportuária não se restringem aos passageiros, mas alcançam diferentes atividades econômicas e comunidades atendidas pelos aeroportos. A presença de ligações aéreas também amplia as possibilidades de circulação de pessoas e mercadorias, favorecendo a integração dos municípios com outros centros econômicos.

“Conectar uma cidade é conectar um mundo”, afirmou o executivo, durante o painel InfraESG | Os impactos da governança integrada e das ações de responsabilidade social no setor de infraestrutura, que integrou a programação do encontro.

Carvalho também destacou a importância de considerar os efeitos sociais da aviação ao avaliar investimentos no setor. Para ele, a discussão sobre infraestrutura aeroportuária não deve se limitar aos custos de implantação e manutenção dos equipamentos, mas incluir os impactos decorrentes da ausência de conectividade. Essa avaliação, segundo o posicionamento apresentado pelo executivo, permite considerar os benefícios proporcionados pelos aeroportos para além de sua operação comercial e do atendimento direto aos passageiros.

O executivo citou o transporte de medicamentos e a rapidez no atendimento de emergências sanitárias como exemplos da importância da aviação para serviços essenciais. Também defendeu a ampliação do acesso da população ao transporte aéreo, que, segundo ele, ainda é associado às camadas de maior renda.

“A gente precisa tirar um pouco o conceito da elitização desse transporte para que isso seja uma coisa para todos os brasileiros”, afirmou.

Na avaliação de Carvalho, o Brasil ainda utiliza pouco o transporte aéreo. Ele relacionou essa realidade à dependência do transporte rodoviário em viagens de longa distância e ao elevado número de acidentes e mortes nas estradas. Nesse contexto, defendeu que a ampliação do acesso à aviação também seja considerada uma ação de responsabilidade social.

A abordagem apresentada pelo CEO da ABR associa a importância da infraestrutura aeroportuária tanto ao desenvolvimento regional quanto à prestação de serviços essenciais. Dessa forma, os efeitos da conectividade não ficam restritos à movimentação de passageiros, abrangendo atividades econômicas e necessidades da população que dependem, direta ou indiretamente, do transporte aéreo.

 

Responsabilidade social

 

A relação entre investimentos em infraestrutura e seus impactos sobre a população também foi abordada por representantes dos setores de saneamento, energia e mercado de capitais que participaram do painel. As discussões envolveram a integração entre aspectos ambientais, sociais e de governança, reunidos na sigla ESG, e a necessidade de considerar esses fatores no planejamento e na execução dos empreendimentos.

A diretora de Relações Institucionais da Aegea Saneamento, Andréa Häggsträm Rodrigues, destacou a contribuição do saneamento para a qualidade de vida e defendeu que os aspectos sociais e ambientais sejam considerados de maneira integrada desde a implantação dos projetos. A executiva também ressaltou a importância do diálogo com as comunidades afetadas pelas intervenções, considerando que os impactos ambientais produzem consequências diretas sobre a população.

“O saneamento talvez seja, das infraestruturas, aquela que está diretamente conectada à vida das pessoas todos os dias e à melhoria da qualidade de vida”, afirmou.

A diretora de Sustentabilidade da Axia Energia, Marcia Massotti, também ressaltou a relação entre os impactos ambientais e sociais dos empreendimentos. Ao tratar da interação entre investidores, empresas e comunidades, defendeu que as duas dimensões sejam analisadas conjuntamente.

“O ambiental está totalmente ligado ao social, porque uma questão ambiental impacta a vida das pessoas. Então, no final, está tudo envolvido”, declarou.

Já o superintendente de Licitações da B3 e presidente do Conselho do São Paulo Export, Guilherme Peixoto, destacou o papel da governança na atração de investimentos que conciliem retorno financeiro e responsabilidade social.

“A gente percebe a importância da governança para a atração desse capital que procura rentabilidade, mas que também procura propósito”, afirmou.

O painel foi moderado pelo diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Felipe Queiroz.

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