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Comitê da Meta aponta falhas em regras eleitorais no Brasil
Relatório alerta para aplicação inconsistente das políticas de moderação e cobra mais transparência na proteção do debate político durante as eleições no Brasil e nos Estados Unidos
O Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente que audita as decisões de moderação do conglomerado que reúne Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou nessa terça-feira, dia 20, ter constatado “falhas recorrentes” na aplicação das regras de integridade eleitoral da corporação. O relatório expõe preocupações com a circulação de conteúdos na reta final do segundo turno das Eleições 2026 no Brasil e nas eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos.
O documento técnico do comitê aponta que, em períodos de elevada polarização política, as falhas de mediação de algoritmo da Big Tech manifestam-se em dois extremos nocivos: a aplicação insuficiente das normas (que compromete a integridade do pleito ao permitir a proliferação de desinformação) e a aplicação excessivamente rigorosa, que resulta no silenciamento indevido do discurso político. O colegiado citou especificamente os bloqueios e restrições técnicas aplicados às contas de anúncios e impulsionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em comunicado oficial, o Comitê da Meta informou que, “da remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, às vésperas das eleições de meio de mandato, às restrições técnicas que atingiram as contas de um candidato à Presidência no Brasil, dando origem a acusações de interferência eleitoral, está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação das regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que o discurso político seja protegido, em vez de silenciado”. E complementou: “A aplicação excessivamente rigorosa das políticas antifraude da Meta às contas de anúncios do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas responsáveis pela análise de casos”.
Itamaraty responde a Milei
O Palácio Itamaraty emitiu uma contundente nota de repúdio na noite dessa terça-feira, dia 20, em reação às declarações do presidente da Argentina, Javier Milei – postura considerada “inaceitável, desequilibrada” e que “não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo”. O líder argentino utilizou suas redes sociais para renovar ataques pessoais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro, insinuando fraude às vésperas do segundo turno das Eleições 2026, agendado para o próximo domingo (25 de outubro).