Logística
El Niño amplia pressão por infraestrutura resiliente em operações
Estruturas infláveis surgem como alternativa para proteger estoques, equipamentos e processos industriais
A intensificação do El Niño e a perspectiva de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do Brasil ampliam o desafio de proteger instalações industriais, estoques e operações logísticas. Diante de cenários de chuvas intensas, estiagens prolongadas e temperaturas elevadas, empresas buscam soluções de engenharia que permitam adaptar suas estruturas às condições meteorológicas e reduzir vulnerabilidades operacionais.
O alerta ganha relevância com as projeções do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O boletim divulgado neste mês aponta probabilidade superior a 95% de ocorrência de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, com previsão de chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte e em áreas do Nordeste e do Centro-Oeste, além de temperaturas acima do normal em quase todo o país.
Os efeitos variam conforme a região e não se traduzem em impactos uniformes sobre todas as atividades econômicas. Para setores que dependem de áreas de armazenagem, pátios industriais e movimentação contínua de matérias-primas, no entanto, a adaptação da infraestrutura passa a integrar o planejamento de riscos.
Nesse mercado, surgem os chamados domos flexíveis infláveis, estruturas projetadas para cobrir grandes áreas sem pilares internos. A tecnologia permite criar espaços para armazenamento, circulação de máquinas e equipamentos e proteção de materiais utilizados em operações industriais e logísticas.
“Nos próximos anos, a projeção é de que essa demanda se amplie ainda mais, à medida que mais empresas reconhecem os ganhos de eficiência operacional proporcionados por esse sistema construtivo em comparação aos métodos tradicionais”, afirma o diretor comercial da Pistelli, Hélio Pistelli.

Estruturas infláveis surgem como alternativa para proteger estoques, equipamentos e processos industriais
Proteção
Em setores como mineração, indústria e logística, coberturas de grandes dimensões podem ser utilizadas para proteger pátios de estocagem e áreas de transbordo. A proteção reduz a exposição direta dos materiais à chuva e pode contribuir para o controle da dispersão de particulados, além de favorecer a conservação dos produtos armazenados.
O impacto sobre cada operação depende das características do material, das condições ambientais e do projeto de engenharia adotado. Por isso, a escolha da estrutura precisa considerar fatores como resistência, segurança, ventilação, capacidade de movimentação de cargas e exigências específicas da atividade industrial.
A solução DVF, sigla para domo flexível inflável, permite cobrir grandes vãos sem colunas internas. A configuração amplia a área útil e facilita a circulação de caminhões, máquinas e equipamentos, característica relevante para instalações que exigem flexibilidade no arranjo operacional.
“A engenharia precisa acompanhar uma realidade em que as empresas precisam responder mais rapidamente às mudanças. Uma estrutura flexível permite que o espaço seja adaptado às necessidades da operação, sem ficar limitado aos mesmos parâmetros de uma construção convencional”, conclui Rodrigo Pistelli.