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Rodovias

Emplacamentos de caminhões caem 3,89% no acumulado de 2026

Atualizado em: 31 de outubro de 2026 às 9:30
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Mercado registrou 78.665 unidades de janeiro a setembro, apesar de crescimento de 2,65% nas vendas do último mês em relação a 2025

O mercado brasileiro de caminhões acumula retração de 3,89% nos nove primeiros meses de 2026, apesar da recuperação registrada em setembro. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que foram emplacadas 78.665 unidades entre janeiro e setembro, resultado inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Somente em setembro, os licenciamentos alcançaram 9.845 caminhões, crescimento de 2,51% em relação a agosto e de 2,65% na comparação com setembro de 2025.

O desempenho mensal indica uma recuperação das vendas, mas ainda não foi suficiente para reverter a retração acumulada no segmento, que enfrenta dificuldades associadas às condições de financiamento e aos custos de aquisição dos veículos.

O resultado dos caminhões também contrasta com o desempenho geral do mercado automotivo brasileiro.

Considerando os diferentes segmentos acompanhados pela Fenabrave, setembro registrou 509.686 emplacamentos, crescimento de 8,32% sobre o mesmo mês de 2025 e de 1,15% em relação a agosto.

No acumulado de janeiro a setembro, o mercado totalizou aproximadamente 4,23 milhões de veículos, avanço de quase 15% na comparação anual.

Entre os automóveis e comerciais leves, foram emplacadas 268.721 unidades somente em setembro, resultado 16,16% superior ao do mesmo período do ano anterior.

As condições de financiamento continuam entre os fatores que influenciam as decisões de investimento no transporte rodoviário de cargas.

A compra de um caminhão novo exige comprometimento financeiro de longo prazo, em um setor no qual a rentabilidade depende dos custos de operação, da demanda por fretes e da disponibilidade dos veículos.

Na avaliação de Alberto Andrade, superintendente da APVS Truck, associação de proteção patrimonial de veículos pesados, os transportadores precisam considerar os efeitos das parcelas do financiamento sobre suas despesas e receitas.

A decisão também envolve os custos de manutenção e operação dos veículos atualmente utilizados.

Adiar a substituição de um caminhão reduz a necessidade imediata de investimento, mas pode aumentar as despesas com reparos e o risco de paralisações. Por outro lado, a aquisição de um modelo novo envolve desembolso inicial, pagamento de juros e compromissos financeiros de longo prazo.

Entre os elementos considerados na análise estão consumo de combustível, manutenção preventiva, disponibilidade operacional e receitas que podem ser comprometidas durante as paradas para consertos.

Desempenho do setor

A Fenabrave avalia que o mercado brasileiro de veículos continua apresentando demanda, apesar das dificuldades de acesso ao crédito.

O presidente da entidade, Arcelio Junior, destacou, na divulgação dos resultados de setembro, a contribuição da concorrência entre fabricantes e dos programas de estímulo ao setor para o desempenho das vendas.

A entidade manteve suas projeções para o fechamento de 2026, mas informou que os resultados de outubro serão considerados em uma eventual revisão das estimativas, prevista para novembro.

No segmento de caminhões, a recuperação observada em setembro representa uma mudança em relação ao comportamento negativo do acumulado, mas ainda não configura uma reversão do desempenho anual.

O resultado do último trimestre será determinante para definir a dimensão da retração ou de uma eventual recuperação dos emplacamentos no fechamento de 2026.

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TAGS Emplacamentos Mercado de caminhões transporte rodoviário
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