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Ferrovias

BNDES prevê R$ 160 bilhões em investimentos para ampliar malha ferroviária

Atualizado em: 5 de novembro de 2026 às 16:44
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Para viabilizar os empreendimentos, a instituição ampliou para até 40 anos o prazo de financiamento de novas ferrovias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma carteira de oito projetos ferroviários em estruturação que reúne aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos previstos. Para viabilizar os empreendimentos, a instituição ampliou para até 40 anos o prazo de financiamento de novas ferrovias e dobrou o limite de crédito destinado à fabricação e aquisição de trens, vagões e locomotivas, de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão por grupo econômico ao ano.

Entre os projetos estratégicos estão a EF-118, que pretende conectar a malha ferroviária do Espírito Santo ao Rio de Janeiro; o Corredor Minas-Rio, voltado ao transporte de produtos minerais e à integração logística; e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que deverá conectar a produção agrícola do Centro-Oeste à rede nacional.

A carteira também contempla a revitalização da Malha Oeste, a requalificação da Malha Sul, com foco nas conexões com os portos da região, a Ferrogrão (EF-170), entre Sinop (MT) e Itaituba (PA), e projetos da Transnordestina, incluindo obras entre Paes Landim (PI) e Iguatu (CE), além da retomada do ramal Salgueiro–Suape (PE).

A estruturação financeira é um dos principais desafios para tirar os empreendimentos do papel. A construção de novas ferrovias exige grandes aportes nos primeiros anos, período em que as obras ainda não geram receitas operacionais. Por esse motivo, projetos de grande porte costumam depender de mecanismos de participação pública, como subsídios e aportes governamentais, para complementar os recursos privados.

Segundo dados apresentados pelo BNDES, os investimentos anuais no setor ferroviário praticamente dobraram nos últimos anos e alcançaram a faixa de R$ 15 bilhões. Apesar do crescimento, o volume ainda é considerado inferior às necessidades de expansão da infraestrutura ferroviária brasileira.

Além da ampliação dos prazos de financiamento, o BNDES dobrou o limite anual de crédito por grupo econômico para a fabricação e aquisição de material rodante, passando de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão.

A medida foi adotada após a inclusão desses equipamentos nas linhas do Fundo Clima, no início de 2026, permitindo financiar trens, vagões e locomotivas. A iniciativa também busca estimular a indústria nacional e contribuir para a descarbonização do transporte.

Mobilidade urbana

A atuação do banco também abrange projetos de mobilidade urbana e eletrificação do transporte. Entre os empreendimentos apoiados estão o Trem Intercidades, que ligará São Paulo a Campinas, e a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo.

No transporte coletivo, o BNDES financiou 1,3 mil ônibus elétricos na capital paulista e participou de um projeto para eletrificar integralmente a frota de ônibus de São José dos Campos.

Outra iniciativa é o Estudo Nacional de Mobilidade, que reúne 168 projetos estruturantes em 21 regiões metropolitanas.

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