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Empresas lançam projeto para produção de combustível sustentável de aviação
Thyssenkrupp e Elyse Energy investem em tecnologias inovadoras para a transição energética no setor, reduzindo emissões de carbono
A Thyssenkrupp, conglomerado industrial alemão com atuação global em engenharia e tecnologia, anunciou na segunda-feira (31) que foi escolhida para colaborar com a Elyse Energy, empresa francesa especializada na produção de combustíveis sintéticos e sustentáveis. O projeto conjunto, chamado BioTJet, utilizará resíduos de madeira e florestais combinados com hidrogênio verde para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) e e-bio-nafta para transporte rodoviário. A iniciativa busca reduzir as emissões de carbono no setor aéreo e deve entrar em operação até 2029.
A produção será realizada em parceria com mais três instituições: Axens, Avril e IFPEN. O BioTJet se baseia no conceito E-BioTfueL, que combina biomassa elegível para biocombustíveis avançados e hidrogênio verde ou de baixo carbono na fabricação de combustíveis renováveis de origem não biológica, também conhecidos como E-fuels.Os padrões das misturas foram definidos pela Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (RED EU). Os processos de produção foram testados e comprovados em uma planta semi-industrial entre 2010 e 2021, por um consórcio liderado pela Bionext.

A Thyssenkrupp vai contribuir com tecnologia de gaseificação PRENFLO para a fabricação sustentável de produtos sintéticos à base de biomassa, como metanol, hidrogênio e SAF. Foto: Divulgação/Thyssenkrupp
A Thyssenkrupp vai contribuir com a tecnologia de gaseificação PRENFLO para a fabricação sustentável de produtos sintéticos à base de biomassa, como metanol, hidrogênio e SAF. Desenvolvida a partir do processo Koppers-Totzek, o sistema foi aprimorado para atender às necessidades da indústria e pode processar uma ampla variedade de matérias-primas.
Segundo Nadja Håkansson, CEO da empresa, o E-BioTfueL se tornou a primeira aplicação comercial de biomassa para SAF na União Europeia. “Nossa colaboração com parceiros franceses reforça nosso propósito com a transformação verde e a entrega de valor sustentável”, afirmou.
O acordo de licença para o uso da tecnologia BioTfueL foi assinado em 2024 pela Axens. A engenharia básica foi concluída em novembro do ano passado e o projeto agora está na fase de detalhamento.
“A Axens e a nossa controladora, a IFP Energies Nouvelles, investiram significativamente na demonstração de tecnologias em escala semi-comercial e no avanço da transição energética, especialmente em processos para o SAF”, declarou o CEO da Axens, Quentin Debuisschert.
A atual legislação da União Europeia estabelece que, em 2025, 2% do combustível utilizado na aviação deve ser SAF, com a meta de atingir 70% em todos os aeroportos até 2050.
Pascal Penicaud, presidente da Elyse Energy, destacou a confiança da empresa na escolha do conceito E-BioTfueL, após uma análise aprofundada das tecnologias disponíveis e financeiramente viáveis.
“Estamos mais convencidos do que nunca de que fizemos a escolha certa (…) Nosso objetivo é fornecer SAF e nafta competitivos até 2030 e contribuir para a luta contra as mudanças climáticas”, ressaltou.