Nacional
Alckmin afirma que governo está mobilizado contra tarifas dos EUA
Vice-presidente apresenta no Senado o Plano Brasil Soberano, que reúne R$ 30 bilhões em crédito e R$ 10 bilhões do BNDES para dar fôlego ao setor produtivo
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo está mobilizado para reduzir os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele participou, na terça-feira (30), da primeira audiência da Comissão Mista da Medida Provisória nº 1309/2025, no Senado Federal, que institui o Plano Brasil Soberano, voltado a empresas afetadas pelas medidas norte-americanas.
Segundo Alckmin, a Medida Provisória reúne instrumentos emergenciais para dar fôlego ao setor produtivo. “A MP 1309 é uma medida focada, transparente e precisa, com R$ 30 bilhões destinados ao crédito do setor produtivo para girar investimentos e diversificar mercados. Estamos expandindo a política de compras governamentais e mantendo diálogo aberto com os Estados Unidos para mitigar os efeitos do tarifaço”, declarou.
O ministro destacou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também participa do esforço, com mais R$ 10 bilhões em linhas de crédito para apoiar empresas impactadas. Além do acesso ao financiamento, a Medida Provisória prevê prorrogação de prazos tributários e medidas de estímulo à aquisição governamental de produtos que perderam competitividade externa em razão das novas tarifas.
As ações contemplam ainda proteção aos exportadores brasileiros, preservação de empregos, estímulo a investimentos em setores considerados prioritários e apoio específico a produtores rurais. Nesse caso, está prevista a possibilidade de compra pública de gêneros alimentícios para reduzir os efeitos das barreiras comerciais.
Alckmin enfatizou que o governo mantém diálogo constante com o setor privado desde o anúncio do aumento tarifário. Mais de 300 encontros já foram realizados com empresários de diferentes segmentos e regiões do país, com o objetivo de identificar gargalos, mapear dificuldades e avaliar soluções de curto e médio prazo. “Nosso esforço é transformar desafios em oportunidades, diversificar mercados e ampliar o Reintegra para garantir competitividade no mercado internacional”, acrescentou o ministro.
O Plano Brasil Soberano também conta com a participação de técnicos dos ministérios da Fazenda, da Agricultura e Pecuária e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, além do BNDES. Na audiência no Senado, representantes dessas pastas apresentaram as medidas em tramitação e responderam a questionamentos de parlamentares.
A MP nº 1309/2025 seguirá agora para análise da comissão mista, composta por deputados e senadores, antes de ser votada nos plenários da Câmara e do Senado. O objetivo é assegurar a vigência das medidas ainda em 2025, de forma a garantir apoio imediato às empresas afetadas.