Nacional
Alckmin projeta alta das exportações de petróleo em 2026
Vice-presidente afirma que crescimento não depende da margem equatorial e comenta impactos da crise na Venezuela
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que as exportações brasileiras de petróleo devem crescer em 2026, impulsionadas principalmente pela ampliação da produção no pré-sal. A avaliação foi feita durante a apresentação dos dados da balança comercial de 2025.
Segundo Alckmin, a expectativa de aumento nas vendas externas do produto não está relacionada à exploração da margem equatorial, mas à expansão de campos já em operação. Para o vice-presidente, o petróleo seguirá como um dos principais motores das exportações brasileiras no próximo ano, sustentado pelo avanço da produção no pré-sal.
“Então o primeiro é petróleo, e deve crescer, não pela margem equatorial, mas sim pelo pré-sal. Então há uma expectativa de crescimento do petróleo em relação ao pré-sal.”
Durante a coletiva, Alckmin também comentou os possíveis reflexos da crise na Venezuela sobre o mercado brasileiro de petróleo. Ele minimizou impactos imediatos e destacou que, apesar de o país vizinho deter grandes reservas, a retomada da produção depende de investimentos e de um processo que exige tempo.
Ele ressaltou ainda que o preço do barril de petróleo é fortemente influenciado por fatores externos, como guerras, conflitos e tensões geopolíticas, o que limita a capacidade de interferência da política econômica doméstica.
“A Venezuela tem uma grande reserva de petróleo, mas essas coisas não são feitas em 24 horas, é preciso haver investimento. Claro que preço de barril de petróleo é geopolítica, guerra, conflito, vale a pena mencionar que o FEB exclui do centro da meta da inflação o preço do petróleo, porque isso não depende de taxa de juros, depende de geopolítica global.”
Ao tratar do futuro da Venezuela, Alckmin adotou um tom diplomático e afirmou que o Brasil torce pela recuperação econômica do país. Ele lembrou que a Venezuela já foi uma das economias mais relevantes da América do Sul, especialmente durante a década de 1970.
“Nós torcemos pela Venezuela, que possa se recuperar, crescer, aumentar sua importação, sua exportação, todo mundo torce para que o país possa se recuperar. Foi uma das economias mais pujantes da América do Sul durante a década de 1970.”