Aeroportos
Governo destina R$ 91 milhões para aeroportos do Centro-Oeste
Recursos do MPor serão aplicados em melhorias estruturais, instalação de equipamentos meteorológicos e elaboração de projetos
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou um pacote de R$ 91 milhões para a aviação regional do Centro-Oeste. Os recursos fazem parte da carteira pública destinada aos ciclos de 2026 e 2027 e serão aplicados em melhorias estruturais, ampliação operacional e reforço da segurança nos terminais da região.
O ministro Silvio Costa Filho justificou a prioridade dada à região pela sua importância econômica. O Centro-Oeste concentra a maior parte da produção agropecuária nacional. Para ele, aprimorar a infraestrutura aérea significa ganho de eficiência logística e maior competitividade para produtores. A conexão entre campo e mercados, tanto internos quanto externos, também ganha impulso com as medidas previstas.
Os investimentos visam preparar os terminais para atender demandas relacionadas à mobilidade, segurança e desenvolvimento econômico.
RECURSOS
O aeroporto de Caldas Novas, em Goiás, receberá R$ 2,6 milhões para elaboração de estudos e projetos básicos. A cidade atrai grande fluxo de visitantes por causa dos complexos aquáticos e piscinas termais. O planejamento técnico permitirá intervenções mais precisas no futuro, considerando as particularidades do terminal e a demanda turística crescente.
Três terminais ganharão estações meteorológicas: Água Boa e Primavera do Leste, no Mato Grosso, além de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministérios, os equipamentos fornecerão dados climáticos confiáveis, essenciais para operações seguras em áreas com intensa atividade agrícola e logística.
BARRA DO GARÇAS
Barra do Garças, também no Mato Grosso, terá obras de infraestrutura focadas na qualificação do terminal e no aumento da capacidade. A expectativa é que passageiros, turistas e a economia local sejam beneficiados. O município serve como porta de entrada para diversas cidades da região e depende do transporte aéreo para manter conexões comerciais e sociais.
As melhorias previstas incluem intervenções físicas que ampliarão a capacidade de atendimento do aeroporto. Com o crescimento da demanda por voos regionais, a adequação da estrutura se torna fundamental para evitar gargalos operacionais e garantir conforto aos usuários.
O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou que os investimentos integram planejamento, dados meteorológicos e estrutura física. “Esses três pilares caminham juntos para elevar o padrão de segurança e eficiência da aviação. Estamos criando bases sólidas para alavancar o transporta aéreo do país com o fortalecimento da aviação regional”, explicou.