Porto de Itajaí
Codeba cumpre agenda para agilizar criação de autoridade portuária
Autoridades discutiram segurança no canal de acesso e encaminhamentos dos processos junto ao Governo Federal
O presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antônio Gobbo, cumpriu agenda institucional em Itajaí (SC), nesta segunda (6) e terça-feira (7), para tratar dos encaminhamentos dos processos junto ao Governo Federal para criação da Companhia Docas de Santa Catarina e investimentos em infraestrutura para o Complexo Portuário. A visita incluiu reuniões com o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes, e equipe gestora, e encontros com representantes da JBS Terminais e Portonave.
Durante as reuniões, foram tratadas diversas demandas que envolvem a segurança da navegação no canal de acesso ao Porto de Itajaí e a operação de atracação, como as operações de limpeza e dragagem e a remoção do restante da estrutura de madeira e ferro do Navio Pallas, naufragado em 1893, que impede o acesso de embarcações maiores ao canal.
A Codeba assumiu provisoriamente a administração do Porto de Itajaí em janeiro de 2026, com um contrato de gestão de um ano (até 2027). O contrato serve como ponte até a constituição da nova autoridade portuária federal local.
Dragagem
No último sábado (4), foi retomado o serviço de dragagem de manutenção no Rio Itajaí-Açu, canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina. A retomada ocorre após assinatura do contrato e a ordem do serviço.
A contratação contempla a dragagem de manutenção do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí, incluindo canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, garantindo as profundidades necessárias para a navegabilidade e a segurança das operações.
Além de beneficiar o Porto de Itajaí, operado pela JBS Terminais, a dragagem para manutenção do calado atual beneficia os terminais privados da região, que inclui a Portonave, terminal de contêineres localizado em Navegantes.
A Van Oord executou os trabalhos de dragagem de manutenção no canal de acesso desde o ano passado, cujo contrato se encerrou em 13 de fevereiro de 2026. Desde então, o canal está sem os serviços, mas segue com operações regulares de navios, com as profundidades e calado máximo sendo observados pela Autoridade Portuária e autoridade marítima.