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Aeroportos

GRU Airport amplia concessão e incorpora 12 aeroportos regionais

Atualizado em: 15 de abril de 2026 às 9:57
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Termo aditivo inclui terminais do Nordeste e da Amazônia Legal ao contrato de Guarulhos, com previsão de R$ 731,6 milhões em investimentos

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) assinou, na terça-feira (14), em Brasília, o termo aditivo que inclui 12 aeroportos regionais do Nordeste e da Amazônia Legal no contrato da GRU Airport. Com a medida, a concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos amplia sua atuação e passa a administrar terminais nos estados do Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Tocantins e na Bahia.

Os aeroportos foram arrematados no leilão da primeira rodada do Programa AmpliAR, realizado em novembro do ano passado. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a aviação regional, ampliar a conectividade aérea e impulsionar o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas do país.

A nova etapa da concessão prevê R$ 731,6 milhões em investimentos, sendo cerca de R$ 630 milhões destinados à modernização da infraestrutura dos 12 aeroportos. Estão previstas intervenções em pistas, pátios e terminais de passageiros, com foco na elevação dos padrões de segurança, eficiência operacional e qualidade dos serviços.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a relevância da medida. “Quando falamos em concessões, não estamos tratando apenas de limitações orçamentárias do Estado, mas de uma solução estruturante: ela amplia a eficiência, melhora a logística nacional e gera emprego e oportunidades em todas as regiões do país”, afirmou.

Ao lembrar que o Aeroporto de Guarulhos responde por 37% do movimento de passageiros do país, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, ressaltou o potencial da expansão. “Levar a experiência consolidada em São Paulo para aeroportos regionais é mais do que motivo de orgulho e é também uma contribuição concreta para o avanço da aviação brasileira e para o desenvolvimento do país”, disse.

Segundo Garcia, o Programa AmpliAR foi determinante para a decisão da concessionária. “Identificamos no programa uma oportunidade real de fortalecer a conectividade regional, modernizando e ampliando a infraestrutura aeroportuária, especialmente em áreas mais remotas”, acrescentou.

Para o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a iniciativa representa uma mudança estrutural no setor. “O AmpliAR inaugura um modelo inovador ao colocar aeroportos regionais sob a gestão de operadores com expertise e capacidade de investimento. Vamos avançar para garantir infraestrutura mais moderna e serviços de melhor qualidade à população. É uma iniciativa que destrava investimentos, fortalece a infraestrutura e impulsiona a interiorização da aviação civil brasileira”, destacou.

Já o diretor da Anac, Rui Mesquita, ressaltou os efeitos da medida sobre a conectividade nacional. “Este é mais um passo para ampliar a capacidade dos terminais, estimular novas rotas e fortalecer a conectividade e a integração entre as regiões brasileiras”, disse. Segundo ele, a formalização do aditivo viabiliza a implementação do programa no âmbito da Agência. “A iniciativa promove desenvolvimento econômico, integração social e atendimento a comunidades, com a otimização da infraestrutura e a oferta de serviços públicos adequados”, completou.

O diretor executivo da ABR Aeroportos do Brasil, Tiago Bonvini, também enfatizou os impactos do modelo. “A assinatura do termo aditivo materializa um princípio central para o setor, a capacidade da iniciativa privada de promover ganhos concretos em infraestrutura e na qualidade dos serviços aeroportuários. Nos últimos anos, o modelo de concessões tem elevado o padrão dos aeroportos e transformado a experiência dos usuários”, afirmou.

Investimentos

Entre os aeroportos contemplados, o de Paulo Afonso (BA) concentra o maior volume de investimentos, com R$ 106,2 milhões. Na sequência, estão Lençóis (BA), porta de entrada da Chapada Diamantina, com R$ 80,2 milhões, e Vilhena (RO), com R$ 74,6 milhões. Também receberão aportes relevantes os aeroportos de Barreirinhas (MA), com R$ 58,1 milhões; Araguaína (TO) e São Raimundo Nonato (PI), com R$ 55,5 milhões cada; Cacoal (RO), com R$ 49,8 milhões; e Canoa Quebrada (CE), com R$ 43,1 milhões.

Os demais investimentos contemplam Serra Talhada (PE), com R$ 40,5 milhões; Porto Alegre do Norte (MT), com R$ 25,3 milhões; Garanhuns (PE), com R$ 22,1 milhões; e Araripina (PE), com R$ 19,6 milhões.

Durante o evento no Ministério de Portos e Aeroportos, o ministro Tomé Franca destacou os desafios e o potencial dos aeroportos regionais. “O grande desafio desses aeroportos é que muitos ainda operam no vermelho. Terminais como Galeão, Brasília e Guarulhos naturalmente atraem interesse, mas assumir ativos com maior risco exige visão de longo prazo. Por outro lado, há um potencial relevante no agronegócio, no turismo e até na saúde ainda pouco explorado”, afirmou.

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