Região Sul
Governo marca leilão de rodovias do RS para junho
Licitação ocorrerá em 10 de junho, na B3; Projeto prevê investimentos de R$ 6 bilhões, em seis rodovias
O leilão da concessão do bloco rodoviário 2 do Rio Grande do Sul foi marcado para o dia 10 de junho, às 14hs, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O recebimento dos envelopes com as propostas de empresas e consórcios interessados ocorrerá uma semana antes, em 3 de junho.
Inicialmente, a licitação deveria ocorrer no mês de março, mas o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) realizou uma auditoria e exigiu ajustes no edital do projeto.
Conforme divulgado pelo governo estadual, o TCE analisou 49 itens do edital, sendo que cinco deles foram sanados e esclarecidos e vão constar na republicação do edital da concessão do bloco rodoviário, que está previsto para ainda este mês de março. Entre as mudanças está a atualização do valor da tarifa, que foi reduzida de R$0,19 para R$0,18.
Bloco 2
O chamado Bloco 2 de rodovias estaduais compreende um total de 32 municípios gaúchos. A concessão das rodovias prevê R$ 6 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,5 de aporte do Governo do Estado, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). De acordo com o edital, nos primeiros dez anos de concessão, o investimento será de R$ 4,6 bilhões.
Ao todo, 409 quilômetros de extensão integram o bloco de rodovias, abrangendo trechos da ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453. A concessão prevê 182 quilômetros de duplicações, 71,5 quilômetros de terceiras faixas, 745 quilômetros de acostamento e 37 passarelas de pedestres, entre outros benefícios.
Atualmente, todas as rodovias mencionadas são de pistas simples, com alguns trechos com terceiras faixas. O bloco contará também com o sistema free flow, de cobrança automática sem praças de pedágio, que não teve mudança na localização dos seus pórticos em relação ao publicado na primeira versão do edital.
Com a realização da concessão, as rodovias que atualmente são administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) passarão para o consórcio privado que vencer o leilão. Com isso, a empresa pública deixará de operar nos locais.