Santos Export
Ávila admite possibilidade do projeto do Tecon Santos 10 voltar ao TCU
Apesar do possível atraso na data do leilão, Secretário Nacional de Portos mantém expectativa de leilão em 2026
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, admitiu a possibilidade de o projeto do Tecon Santos 10 retornar ao Tribunal de Contas da União (TCU), classificando o tema como “sensível” e com potencial de impactar a celeridade do processo. Ainda assim, ele demonstrou confiança no cumprimento dos prazos e na realização do leilão ainda em 2026. A declaração foi feita nesta quinta-feira (28), durante o Santos Export, fórum promovido pelo Grupo Brasil Export, em Guarujá (SP).
A volta do processo do megaterminal ao TCU pode acontecer porque o órgão estabeleceu em acordão recente que todos os processos de concessão que tiveram alterações relevantes em suas modelagens — especialmente aquelas que afetam o financeiro dos contratos — devem passar por nova análise.
“O que recebemos de sugestões e orientações, por parte da Casa Civil, encaminhamos à Antaq para deliberação. A possibilidade de submeter novamente o projeto ao TCU é um tema delicado e bastante sensível. Há uma recomendação clara de que, caso não seja acolhida, o processo deve retornar ao Tribunal. É um ponto que exige cautela para não comprometer o avanço do projeto, que é justamente o que queremos evitar”, afirmou.
Apesar das incertezas, Ávila evitou fixar datas, ressaltando o respeito aos cronogramas institucionais, mas reforçou a importância estratégica do ativo para o setor portuário nacional. “Há um consenso: queremos realizar o leilão. Para isso, esperamos que as decisões sejam tomadas nos tempos adequados, permitindo a publicação do edital e a realização do certame na B3 (Bolsa de Valores em SP), que é o grande objetivo do Porto de Santos”, destacou.
Localizado no cais do Saboó, na margem direita do complexo portuário, o Tecon Santos 10 prevê investimentos de R$ 6,4 bilhões. O projeto deve se tornar o maior arrendamento portuário da história do país em valores, com quatro berços de atracação e área superior a 621 mil metros quadrados. A expectativa é de que o terminal amplie em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do maior porto do Brasil.