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Fundo da Marinha Mercante impulsiona indústria naval com R$ 14,4 bilhões
Recursos contratados entre 2023 e 2026 financiam 849 obras em todo o país e ampliam a frota nacional
Os investimentos financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) somaram R$ 14,43 bilhões entre 2023 e 2026, destinados à execução de 849 obras no setor naval. Segundo dados do governo federal, os projetos tiveram impacto direto na geração de 48.708 empregos e abrangem iniciativas ligadas à navegação e à infraestrutura logística.
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os recursos foram direcionados à modernização da frota, ao apoio a estaleiros e ao desenvolvimento de cadeias produtivas associadas ao transporte aquaviário.
O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, afirmou que os investimentos também alcançam fornecedores e serviços especializados, contribuindo para a qualificação de mão de obra e para a ampliação da competitividade do setor.
Os recursos foram distribuídos por diferentes regiões do país. O Amazonas lidera em número de empreendimentos, com 233 obras e R$ 1,68 bilhão contratados. Na sequência aparecem Pará (173 obras e R$ 1,62 bilhão) e Rio de Janeiro (135 obras e R$ 1,63 bilhão).
Em volume financeiro, Santa Catarina concentra o maior total, com R$ 5,73 bilhões destinados a 91 projetos. Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul também estão entre os estados contemplados.
Nos primeiros meses de 2026, o Conselho Diretor do FMM aprovou R$ 11,65 bilhões para novos projetos voltados à construção e modernização de embarcações, além de iniciativas de infraestrutura aquaviária e navegação interior.
Entre os projetos aprovados está a construção de 36 embarcações para a Transpetro, empresa responsável pela logística de combustíveis do Sistema Petrobras. O plano prevê a produção de 18 barcaças em Manaus (AM) e 18 empurradores em estaleiros de Santa Catarina.
Segundo o diretor de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, Daniel Aldigueri, os investimentos buscam ampliar a capacidade operacional do transporte aquaviário e atender à demanda por logística no país.