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Região Norte

Setor portuário do Pará articula porto offshore para reduzir gargalos

Atualizado em: 23 de junho de 2026 às 15:54
Júnior Batista Enviar e-mail para o Autor

Projeto prevê terminal multipropósito com calado natural de 25 metros e mira demanda do agro, mineração e Margem Equatorial

Representantes da indústria e do setor portuário do Pará articulam a implantação de um novo porto privado offshore no canal do Quiriri, em uma tentativa de ampliar a capacidade logística do estado e reduzir gargalos que vêm pressionando exportadores da região Norte.

O projeto é conduzido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e ainda está em fase de estudos de viabilidade. A proposta prevê a instalação de uma estrutura próxima à ilha dos Guarás, em uma área que conecta o estuário do rio Pará e a baía de Marajó ao oceano Atlântico.

Segundo os articuladores da iniciativa, o empreendimento busca atender à crescente demanda por infraestrutura para movimentação de cargas ligadas ao agronegócio, mineração e, futuramente, à atividade energética na área de influência da Margem Equatorial brasileira.

A expectativa é que o projeto seja apresentado oficialmente ao poder público após a conclusão dos estudos técnicos.

O desenho preliminar prevê um terminal multipropósito operando em área com calado natural de aproximadamente 25 metros, profundidade que permitiria receber embarcações de grande porte, incluindo o Valemax, considerado o maior graneleiro do mundo.

Segundo os idealizadores, a estrutura seria exclusivamente fluvial e incluiria cais para barcaças e contêineres, píeres especializados para minérios, grãos e combustíveis, além de áreas para armazenagem de mercadorias.

Para o setor, o projeto surge como resposta ao aumento da pressão sobre os portos já instalados no estado. Na mesma linha, operadores avaliam que o volume necessário de investimentos torna improvável uma expansão baseada exclusivamente em recursos públicos.

Os defensores do novo terminal citam como argumento o crescimento das filas de espera para atracação em portos paraenses.

Segundo levantamento do Sindopar, em 13 de maio, o Porto de Vila do Conde registrava 31 navios aguardando atracação por mais de 15 dias, com alguns casos chegando a aproximadamente 30 dias de espera.

O impacto econômico dessa retenção é apontado como um dos principais fatores de pressão sobre a competitividade regional. Na prática, atrasos logísticos também afetam diretamente exportadores.

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TAGS Pará Porto de Vila do Conde Porto offshore Região Norte
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