Centro-Oeste Export
PIANC apresenta atuação no Brasil e defende padronização da infraestrutura
Durante o Centro-Oeste Export, entidade ressaltou avanços da engenharia portuária, sustentabilidade e criação de grupos técnicos no Brasil
A atuação da PIANC no Brasil e a importância da padronização técnica para o desenvolvimento da infraestrutura aquaviária foram os principais temas apresentados pela diretora executiva do Instituto Praticagem do Brasil, Jacqueline Wendpap, durante o Momento PIANC, realizado nesta quinta-feira (23), no Centro-Oeste Export 2026, em Rio Verde (GO).
Na apresentação, Jacqueline abordou a trajetória da PIANC (The World Association for Waterborne Transport Infrastructure) e destacou a atuação da entidade na elaboração de recomendações técnicas voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura portuária e hidroviária em diferentes países.
Segundo ela, a associação surgiu no fim do século XIX com o objetivo de estabelecer referências internacionais para a navegação e para obras de infraestrutura aquaviária, acompanhando o crescimento do comércio global e a evolução da engenharia.
“Um navio que sai de Singapura e chega ao Brasil precisa encontrar critérios técnicos uniformes. É justamente essa padronização que a PIANC busca promover”, afirmou.
A diretora ressaltou que, embora a seção nacional da associação tenha sido criada apenas em 2022, o Brasil possui uma relação histórica com a entidade. O país participou pela primeira vez de um congresso internacional da organização em 1930, no Cairo.
Jacqueline também destacou que a atuação da PIANC passou a incorporar novos desafios, além da engenharia portuária tradicional, incluindo temas como sustentabilidade, proteção costeira, adaptação às mudanças climáticas e descarbonização do setor aquaviário.
Grupos técnicos e formação de novos profissionais
Ao apresentar a estrutura da entidade, Jacqueline explicou que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) passou a representar oficialmente o Brasil na PIANC Internacional em 2007. A criação da seção nacional, em 2022, atendeu a uma demanda antiga para ampliar a participação brasileira nas discussões técnicas globais.
Outro destaque foi o programa PIANC Jovem, iniciativa voltada à aproximação de estudantes e jovens profissionais da engenharia portuária e aquaviária. O objetivo é estimular a formação de novas lideranças e garantir a continuidade da produção de conhecimento técnico no setor.
Para Jacqueline, a engenharia tem papel estratégico na atração de investimentos para o país. “Se há insegurança jurídica ou volatilidade regulatória, a engenharia permanece como um elemento de sustentação para os grandes investimentos”, concluiu.