sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Mineração

Goiás aprova política para mineração sustentável e terras raras

Atualizado em: 8 de agosto de 2026 às 9:32
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Lei cria incentivos à exploração, industrialização e pesquisa de minerais críticos no Estado

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, em definitivo, na terça-feira (4), o projeto de lei que institui a Política Estadual de Mineração Sustentável e de Fomento à Exploração Estratégica de Terras Raras. A legislação cria diretrizes para fortalecer a cadeia produtiva dos minerais críticos em Goiás e prevê ações voltadas à exploração sustentável, à industrialização das terras raras, ao incentivo à pesquisa e à inovação tecnológica, além da atração de investimentos para o setor.

De autoria do deputado estadual Lincoln Tejota (UB), a proposta prevê incentivos para empresas que adotarem práticas ambientalmente responsáveis, fortalece a formação de mão de obra especializada e estabelece como princípio a conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Outro eixo da proposta é estimular a industrialização das terras raras em Goiás, agregando valor à produção mineral antes da exportação. A medida está alinhada à estratégia adotada pelos governos estadual e federal para fortalecer a cadeia de minerais críticos no país.

Goiás ocupa posição estratégica no mercado global de terras raras por concentrar, em Minaçu, a única mina em operação comercial fora da Ásia para produção de quatro elementos considerados essenciais à indústria de alta tecnologia: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Utilizados na fabricação de motores para veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, equipamentos médicos, eletrônicos e sistemas de defesa, esses minerais colocam o estado em posição de destaque na corrida por investimentos no setor. 

O que prevê a nova política

A política estadual estabelece diretrizes para fortalecer a mineração sustentável e o desenvolvimento da cadeia produtiva das terras raras em Goiás. Entre as principais medidas estão:

– incentivos fiscais e financeiros para empresas que adotem práticas sustentáveis e tecnologias limpas;

– estímulo à pesquisa científica, à inovação e ao desenvolvimento tecnológico voltados à mineração;

– qualificação de mão de obra nas áreas de engenharia, geologia, mineração e meio ambiente;

– incentivo à industrialização dos minerais críticos em território goiano, agregando valor à produção e fortalecendo a economia estadual por meio da atração de investimentos e da geração de empregos.

Segundo estimativa da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), a expansão da exploração de terras raras poderá gerar até 12 mil empregos diretos no estado entre cinco e dez anos. Atualmente, as mineradoras Serra Verde e Aclara desenvolvem projetos em Goiás, enquanto outros empreendimentos também avançam em municípios como Iporá e Nova Roma.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração de Goiás e do Distrito Federal (Minde), Luiz Antônio Vessani, a aprovação da lei representa um passo importante para consolidar o tema na agenda pública, mas os resultados dependerão da regulamentação e da implementação efetiva das medidas previstas.

“O principal desafio é fazer funcionar aqueles instrumentos que já existem”, afirma. Segundo ele, um dos principais entraves ao desenvolvimento da atividade mineral continua sendo a demora na análise dos processos.

“Um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento da mineração é a morosidade dos processos de licenciamento ambiental e de autorização dos projetos. A atividade mineral é, por natureza, uma atividade de alto risco e de longo prazo. Quanto maior a demora na obtenção das licenças, maior também a insegurança para quem investe”, destaca.

Vessani também defende maior incentivo à pesquisa mineral, considerada a etapa de maior risco da atividade. “Incentivar a descoberta de novas jazidas e dar agilidade aos processos de licenciamento são medidas que produzem resultados concretos para o setor”, diz.

Marco regulatório

Além da nova política estadual, Goiás já conta com um marco regulatório para minerais críticos, publicado pelo Governo de Goiás em junho. A norma regulamenta a governança da Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC-GO), define regras para o credenciamento de empresas, cria as Zonas Especiais de Minerais Críticos (ZEMCs) e disciplina a gestão do Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC), instrumentos voltados ao fortalecimento da cadeia mineral e à atração de investimentos no estado.

Com a aprovação em definitivo pela Alego, o projeto segue agora para análise do governador Daniel Vilela (MDB). Se sancionada, Goiás passará a contar com uma legislação específica voltada aos chamados minerais críticos e estratégicos.

Compartilhe:
TAGS Goiás mineração terras raras
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten