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Sudeste Export

Imetame prevê iniciar operação de contêineres em novo terminal em 2028

Atualizado em: 13 de agosto de 2026 às 13:19
Júnior Batista Enviar e-mail para o Autor

Empreendimento em Aracruz (ES) terá capacidade inicial de 1,2 milhão de TEUs, com possibilidade de expansão para 1,8 milhão

A Imetame prevê iniciar a movimentação de carga geral em seu novo terminal portuário, em Aracruz (ES), em meados de 2027, enquanto a operação de contêineres está prevista para começar até meados de 2028. O empreendimento terá capacidade inicial projetada de 1,2 milhão de TEUs por ano, com possibilidade de expansão para 1,8 milhão de TEUs, e profundidade inicial de 17 metros, suficiente para receber grandes navios porta-contêineres.

As informações foram apresentadas durante o painel “Infraestrutura compartilhada, coordenação territorial e o próximo salto de competitividade logística da região Sudeste”, realizado no Sudeste Export 2026, em Vitória (ES). O debate foi mediado pelo diretor-executivo do Parklog, Anderson Abreu, e reuniu representantes de autoridades portuárias, empresas e do Governo do Espírito Santo.

Segundo o diretor jurídico da Imetame, Bruno Carlesso, a profundidade e a configuração do acesso aquaviário estão entre os principais diferenciais do empreendimento. “Projetamos uma bacia de evolução que permite manobras rápidas e um canal de acesso curto, o que reduz substancialmente o tempo de espera e operação”, afirmou.

O executivo destacou que o empreendimento já possui um cronograma definido. A movimentação de carga geral deve começar em 2027, enquanto a operação de contêineres está prevista para 2028. A empresa também mantém parceria com a HGT, subsidiária da Hapag-Lloyd.

A capacidade projetada de 1,2 milhão de TEUs poderá chegar a 1,8 milhão de TEUs em uma segunda etapa. Para Carlesso, o terminal poderá funcionar como uma alternativa para aliviar gargalos existentes na infraestrutura portuária brasileira.

“Temos uma alternativa logística importante para o mercado nacional, atuando como um complemento essencial para mitigar os gargalos atuais de Santos”, disse.

Acessos

O avanço do projeto da Imetame foi colocado pelos participantes dentro de uma discussão mais ampla sobre a necessidade de preparar a infraestrutura de acesso antes que a demanda efetivamente apareça.

A gerente de Estratégia, Gestão e Novos Negócios da Portocel, Valéria Becalli Provete, afirmou que o complexo de Aracruz já movimenta aproximadamente 8 milhões de toneladas, mas que o potencial de crescimento depende da expansão coordenada dos acessos rodoviários, ferroviários e aquaviários.

“Se pretendemos consolidar a região de Aracruz como um polo logístico competitivo, precisamos viabilizar hoje o desenvolvimento da capacidade ferroviária necessária para atender ao potencial dos investimentos portuários em curso”, afirmou.

Valéria também chamou atenção para o tempo necessário para o licenciamento ambiental e para a obtenção de autorizações regulatórias. Segundo ela, projetos com horizonte de expansão até 2030 precisam ter essas etapas antecipadas para que a infraestrutura esteja disponível quando os novos empreendimentos entrarem em operação.

Na mesma linha, o diretor-presidente da Vports, Pedro Benevides, destacou a necessidade de articulação entre os diferentes modais. Para ele, a expansão da atividade portuária no Espírito Santo passa necessariamente pela capacidade de conexão com ferrovias e rodovias.

Benevides citou ainda os resultados recentes da Vports, cuja movimentação passou de 7 milhões para 8,5 milhões de toneladas desde a desestatização, com expectativa de alcançar 9 milhões de toneladas em 2026.

Já o diretor de Administração e Finanças do Porto de Santos, Júlio Cezar Alves de Oliveira, reforçou a necessidade de antecipação dos investimentos. “A infraestrutura deve chegar antes da demanda. Então, nós devemos estar preparados para esse futuro que chega para nós”, afirmou.

O executivo também destacou a posição geográfica do Espírito Santo e sua vocação para o comércio exterior, defendendo que a infraestrutura seja utilizada como vetor de desenvolvimento, geração de emprego e renda.

Planejamento territorial

A necessidade de integração entre infraestrutura e planejamento urbano também foi destacada pelo secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Rogério Muniz Salume. Segundo ele, o Estado trabalha para integrar os novos projetos aos municípios e aos sistemas rodoviário e ferroviário.

“Reforçamos a necessidade premente da implementação da ferrovia F-118, da qualificação dos ramais ferroviários e da ampliação dos investimentos em infraestrutura rodoviária”, afirmou.

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TAGS brasil export Espírito Santo imetame Infraestrutura portos Sudeste Export
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