Sudeste Export
VLI defende renovação da FCA e projeta R$ 30 bi em investimentos
Segundo Fábio Marchiori, novos aportes poderão ampliar em 50% a capacidade de transporte no corredor Leste
Em meio ao debate sobre a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), importante corredor logístico do país, o CEO da VLI, Fábio Marchiori, afirmou que a companhia busca concluir o processo de renovação por mais 30 anos o mais breve possível. Segundo ele, estão projetados R$ 30 bilhões em investimentos, com foco na ampliação da capacidade de transporte no corredor Leste, que leva cargas ao Espírito Santo. A fala foi durante o Fórum Sudeste Export, promovido pelo Grupo Brasil Export, nesta quinta-feira, em Vitória (ES).
“Metade da carga que a VLI transporta no Brasil sai de Araguari (MG) em direção ao Espírito Santo, e vice-versa. E não estou falando só de minério de ferro, estou falando de carga geral”, explicou.
Segundo Marchiori, as tratativas para a renovação da concessão junto ao Governo Federal ocorrem há uma década, mas as negociações ganharam força nos últimos quatro anos. O contrato atual vence em agosto, e o Governo Federal estuda uma extensão temporária para evitar uma eventual interrupção das operações.
O CEO da VLI destacou que a intenção da empresa é concluir a renovação da concessão e ressaltou os impactos logísticos que uma eventual paralisação do transporte poderia provocar no Espírito Santo. “Nós já estamos discutindo com o Governo uma prorrogação do contrato. Não podemos parar a FCA. Se parar a FCA, para a carga aqui para o Espírito Santo. Não dá para admitir esse tipo de coisa. Não queremos extensão de contrato. Nós queremos uma renovação”, afirmou.
Capacidade
Marchiori afirmou que a renovação permitirá iniciar investimentos estruturais capazes de elevar em 50% a capacidade de transporte em direção ao Espírito Santo. Para ele, entretanto, esse percentual representa apenas parte do potencial de crescimento, já que a ferrovia possui capacidade adicional que poderá ser aproveitada com a modernização da infraestrutura.
Especificamente sobre o corredor Leste, o CEO da VLI explicou que os investimentos não estão concentrados exclusivamente no Espírito Santo, uma vez que a FCA não chega diretamente ao Estado. “Somente no trecho que vai de Araguari até Belo Horizonte, estamos falando de investimentos, colocando material rodante e via permanente. Isso permite uma mudança de jogo e uma elevação do grau de transporte dentro desse trecho”, disse.
O painel também contou com a participação de Patricia Lascosque, superintendente de Logística da Suzano; Jesualdo Silva, presidente da ABTP; Matheus Francisco, sócio da AVREN; Murillo Barbosa, diretor-presidente da ATP; Bernardo Lopes Valentim, gerente de Dutos e Terminais da Transpetro no Espírito Santo; e Rafael Reis, CCO do Rio Brasil Terminal e Logística.