Agronegócio
Amaggi compra 40% da FS e amplia presença em biocombustíveis
Operação aprovada pelo Cade reforça integração entre grãos, logística e biocombustíveis
A Amaggi concluiu a entrada no capital da FS após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), adquirindo 40% da produtora de etanol de milho e realizando um aporte de US$ 100 milhões para financiar a expansão da companhia.
A transação consolida uma parceria entre duas das principais empresas do agronegócio brasileiro, com foco na integração entre produção de grãos, logística e biocombustíveis. O acordo também inclui a aquisição de participações de acionistas da FS e busca capturar sinergias em áreas como originação de milho, otimização logística e exportações.
Para a Amaggi, o movimento representa mais um passo na estratégia de verticalização dos negócios, ampliando sua atuação na cadeia industrial do agronegócio.
As duas empresas têm origem em Mato Grosso e compartilham foco no desenvolvimento sustentável do setor. A FS foi pioneira na produção de etanol exclusivamente a partir de milho no Brasil, enquanto a Amaggi se consolidou como a maior empresa brasileira de capital nacional na cadeia de grãos e fibras, com atuação que abrange produção agrícola, logística e comércio internacional.
A parceria ocorre em meio à expansão da FS, que prepara a inauguração de sua quarta unidade industrial, em Campo Novo do Parecis (MT), até o fim de 2026, e da quinta planta, em Querência (MT), prevista para julho de 2027. Com esse ciclo, a capacidade anual deverá atingir 3,9 bilhões de litros de etanol e cerca de 3 milhões de toneladas de DDG, coproduto utilizado na nutrição animal.
Segundo as companhias, a integração deve gerar ganhos de eficiência ao longo de toda a cadeia, do abastecimento de milho ao escoamento da produção para o mercado interno e externo.
Atualmente, a FS processa mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra, com produção de 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG. No ano-safra 2025/2026, a empresa registrou receita líquida de R$ 13 bilhões e lucro líquido de R$ 1,6 bilhão.
Já a Amaggi comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras por ano, mantém relacionamento com cerca de 5,6 mil produtores rurais e conta com ampla estrutura logística, incluindo armazéns, transporte rodoviário e hidroviário, terminais portuários e operações internacionais.
A expectativa é que a combinação das operações amplie a competitividade do etanol de milho e fortaleça a posição do Brasil no mercado global de biocombustíveis.
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