Navegação
Antaq avalia dragagem e obras em travessias do Amazonas afetadas pela seca
Equipes da Agência vistoriaram as ligações de Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea para verificar riscos à navegação e à continuidade dos serviços
A estiagem no Amazonas levou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a intensificar o acompanhamento das travessias de passageiros, veículos e mercadorias no estado. Nesta terça-feira (20), equipes da Agência vistoriaram as ligações de Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea para avaliar as condições de navegação e as intervenções necessárias para manter os serviços durante o período de seca.
Na travessia Manaus–Careiro da Várzea, no corredor da BR-319, a equipe identificou a necessidade de avaliar uma possível dragagem devido à formação de um banco de areia no canal de navegação. As condições das rampas de embarque e desembarque também foram verificadas, já que o recuo das águas pode exigir adequações na estrutura.
A visita foi acompanhada pelo diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, e pelo diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Edme Tavares de Albuquerque Filho. Simultaneamente, outra equipe técnica da Agência esteve na travessia de Igapó-Açu.
Na ligação Manaus–Careiro da Várzea, a comitiva também acompanhou a operação do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado por meio de Chamada Pública para prestar o serviço de transporte aquaviário de veículos e passageiros.
Impactos
A possível dragagem do canal e as adequações nas rampas de acesso estão entre as medidas avaliadas para reduzir os efeitos da estiagem sobre as travessias. As intervenções são de responsabilidade do DNIT. “Estamos acompanhando os problemas que a seca tem trazido para as travessias e buscando nos antecipar a situações que possam comprometer a prestação dos serviços. Mantemos diálogo com o DNIT, que participou dessas visitas a nosso pedido, e com os operadores para identificar os riscos e construir soluções que ajudem a reduzir os impactos para a população”, afirmou Frederico Dias.

As medidas avaliadas para reduzir os efeitos da estiagem incluem a adequação das rampas de acesso e a dragagem do canal. Foto: Divulgação
As vistorias dão continuidade às ações de fiscalização realizadas pela Antaq nas últimas semanas, quando foram identificadas dificuldades de navegação e reunidas informações para avaliar as intervenções necessárias.
As informações levantadas nas visitas deverão subsidiar a articulação entre a Antaq, o DNIT e os operadores para avaliar medidas que preservem as condições de navegação e a continuidade dos serviços durante a estiagem.