sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Portos

Antaq não acompanhou licitação de pátio no Porto de Santos

Atualizado em: 21 de julho de 2026 às 15:40
Júnior Batista Enviar e-mail para o Autor

Agência apura, após denúncia, se área de projeto logístico é compatível com o PDZ; processo está suspenso

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou ao BE News que não acompanhou previamente o Procedimento Licitatório nº 01/2025, conduzido pela Autoridade Portuária de Santos (APS) para a implantação de um condomínio logístico na região do Porto de Santos – processo licitatório que, atualmente, está paralisado.

Segundo a agência, o edital e o processo licitatório não foram submetidos à sua análise antes da realização do certame e, atualmente, um procedimento administrativo está em andamento para avaliar aspectos específicos da licitação.

Em resposta aos questionamentos da Reportagem, a Antaq afirmou que passou a analisar o caso somente após a instauração de um processo decorrente de denúncia. O foco da apuração é verificar a classificação da área licitada e sua compatibilidade com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos.

A agência acrescentou que “o processo ainda se encontra sob análise, não havendo, até o momento, decisão definitiva”.

O posicionamento da Antaq difere da nota encaminhada anteriormente pela Autoridade Portuária de Santos na última sexta-feira (17), quando foi publicado pelo BE News que o consórcio liderado por uma empresa de familiares do ministro Bruno Dantas foi a única habilitada no certame e venceu a licitação. Na ocasião, a APS afirmou que “todo o procedimento referente ao Edital nº 01/2025 foi conduzido em estrita observância à legislação e aos normativos aplicáveis, com acompanhamento das instâncias competentes, incluindo a Antaq, o Tribunal de Contas da União e o Poder Judiciário, sempre cumprindo integralmente as decisões proferidas”.

Enquanto isso, a análise técnica da Antaq permanece em andamento e deverá avaliar se a destinação da área licitada está compatível com o planejamento oficial de desenvolvimento do Porto de Santos, etapa que ainda não possui prazo para conclusão.

Contexto

A manifestação da Antaq ocorre em meio aos desdobramentos da licitação conduzida pela Autoridade Portuária de Santos (APS) para a implantação de um condomínio logístico na margem direita do Porto de Santos. O empreendimento prevê a concessão onerosa, por 20 anos, de uma área de aproximadamente 242 mil metros quadrados destinada à instalação de um condomínio logístico e de um truck center para apoio às operações portuárias.

Segundo a APS, o projeto busca ampliar a infraestrutura de apoio aos caminhões e organizar o fluxo rodoviário diante do crescimento médio anual de cerca de 5% na movimentação de cargas do porto. O modelo tem como referência estruturas já adotadas em grandes complexos portuários internacionais, como Roterdã, na Holanda, e Antuérpia, na Bélgica.

A disputa foi vencida pelo Consórcio Portolog, administrado por João Pedro Camargo, cunhado do ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas. Entre os sócios do empreendimento também estão Camila Funaro Camargo e Dantas, mulher do ministro, e o empresário João Carlos Camargo, sogro de Dantas. A licitação, entretanto, encontra-se suspensa por decisão da Justiça.

Antes da abertura das propostas, a APS recebeu cinco pedidos formais de impugnação, incluindo um da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec). Entre os principais questionamentos, estava justamente o relacionado ao PDZ do Porto de Santos.

“Em outubro de 2025, quando o edital foi publicado, a entidade apresentou impugnação administrativa e, posteriormente, buscou o Poder Judiciário para questionar aspectos relacionados à conformidade do certame, com
o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, à preservação da livre concorrência, ao
planejamento portuário e ao interesse público”, diz a nota da Abratec enviada ao BE News na última sexta-feira (17).

Nas respostas às impugnações, a Comissão Especial de Licitação da APS sustentou que a área é classificada como greenfield, razão pela qual o licenciamento ambiental deverá ser conduzido pelo futuro concessionário. A autoridade portuária também afirmou que os riscos ambientais foram distribuídos na matriz contratual, que a delimitação da área segue a poligonal oficial do Porto Organizado de Santos e que o empreendimento não confere privilégios a terminais específicos, mantendo neutralidade concorrencial e capacidade inicial para 400 vagas de caminhões, expansível para até 530.

A Abratec conseguiu suspender administrativamente o certame em junho e posteriormente levou a discussão ao Judiciário, que determinou a paralisação da licitação. A entidade afirma que sua atuação se restringe a aspectos técnicos, regulatórios e jurídicos relacionados à segurança jurídica, à concorrência e ao planejamento portuário, defendendo maior transparência e estabilidade regulatória para o setor.

APS

Em nota encaminhada nesta terça-feira (21) ao BE News, a APS reafirmou que todo o procedimento referente ao edital foi conduzido com “estrita observância à legislação e aos normativos aplicáveis” e “acompanhamento das instâncias competentes, incluindo a ANTAQ, o Tribunal de Contas da União e o Poder Judiciário, sempre cumprindo integralmente as decisões proferidas”.

“O empreendimento é, em sua essência, uma plataforma de suporte logístico terrestre, focado na ordenação do fluxo de caminhões. A APS age em busca da racionalidade logística imediata, buscando descomprimir os acessos viários.
A APS reafirma a regularidade dos atos praticados, a segurança jurídica do procedimento e seu compromisso com a transparência e o interesse público”, diz a nota.
A Autoridade Portuária de Santos também informou que a licitação já havia sido concluída, com manifestação da Justiça favorável à APS para extinguir o processo contestando o certame. “Em grau de recurso, uma nova decisão suspendeu o contrato assinado com a empresa vencedora, a Portolog. A APS recorreu junto ao Poder Judiciário e confia no restabelecimento do contrato”.
Sobre o questionamento da Reportagem de que o EVTEA pudesse prever outras alternativas logísticas além do condomínio logístico, a APS disse que o “EVTEA considera todas as modalidades logísticas presentes no Porto de Santos.
Segundo a APS, a projeção é para a demanda futura de fluxo de caminhões decorrente da expansão do Porto de Santos, em especial o Tecon 10. “Devido à posição geográfica do cluster de contêineres, o tráfego urbano terá menor impacto”.
Por fim, a autoridade portuária diz que não existe previsão sobre relação familiar entre integrantes da empresa vencedora e ministro do TCU. “A APS reafirma a regularidade dos atos praticados, a segurança jurídica do procedimento e seu compromisso com a transparência e o interesse público”.

Leia mais:

Porto de Santos: licitação bilionária é vencida pela família de Bruno Dantas

Justiça libera APS para prosseguir com licitação de condomínio logístico

Justiça suspende leilão de área para pátio de caminhões no Porto de Santos

Compartilhe:
TAGS Antaq Autoridade Portuária de Santos condomínio logístico PORTO DE SANTOS portos
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten