Rodovias
ANTT avalia proposta para reduzir impactos ambientais em Petrópolis
Alternativa da Elovias prevê transformar túnel de serviço em via para veículos na descida da BR-040; mudança depende de estudos técnicos e ambientais
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) avaliará uma proposta da concessionária Elovias para reduzir a supressão de vegetação e o tempo de viagem na Serra de Petrópolis, na BR-040, no Rio de Janeiro. A alternativa prevê transformar o túnel de serviço previsto no projeto original em uma via rodoviária para a descida da serra. A mudança ainda depende de estudos que comprovem desempenho técnico, operacional e ambiental equivalente ou superior ao da solução atual.
O tema foi discutido na última quinta-feira (8), durante reunião do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com a participação do diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.
Apresentada pela Elovias em 1º de julho, a proposta teve sua continuidade de análise considerada admissível pela área técnica da agência em agosto, condicionada à elaboração de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O documento permitirá avaliar a viabilidade da alteração.
Projeto
O edital prevê, para a subida da serra, um túnel principal de 4,6 quilômetros e outro de serviço, com a mesma extensão. Para a descida, estão previstas correções de traçado e a construção de novos túneis em um trecho que passa pela Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá, área de sensibilidade ambiental.
A Elovias propõe destinar o túnel de serviço ao tráfego de descida, mantendo uma estrutura para cada sentido da rodovia, conectada por passagens a cada 250 metros. A alternativa também projeta conservar o número de faixas estabelecido no licenciamento ambiental, desde que um estudo de tráfego confirme a capacidade necessária para atender à demanda.
Redução de vegetação
Em comparação com a solução prevista no Programa de Exploração da Rodovia (PER), documento que define as obras e os serviços a serem entregues pela concessionária, a Elovias estima que a mudança pode reduzir em cerca de 7,1 hectares a cobertura florestal potencialmente afetada. O volume equivale a aproximadamente 73% da área sujeita à supressão. Segundo a empresa, as obras ficariam fora dos limites da Rebio do Tinguá.
A concessionária também projeta uma redução no tempo de deslocamento entre Xerém, no quilômetro 102, e Duarte da Silveira, no quilômetro 80. O percurso de ida e volta, que atualmente leva cerca de 53 minutos, passaria a ser realizado em aproximadamente 36 minutos, uma diminuição de 17 minutos, ou 32%. Na alternativa prevista no PER, a estimativa é de cerca de 40 minutos.
Entre os demais benefícios apontados pela empresa estão a separação do tráfego local e dos veículos pesados, além da redução de acidentes no trecho de serra. Os números e as vantagens apresentados são estimativas preliminares da concessionária e ainda serão submetidos à análise.