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APM suspende cobranças após bloqueio de acesso em Suape

17 de setembro de 2026 às 9:24
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Interdição da VPE-34, único acesso rodoviário ao terminal da empresa, afeta fluxo de caminhões no complexo portuário

A interdição de um trecho da VPE-34, no Complexo Industrial Portuário de Suape (PE), passou a afetar o acesso rodoviário ao terminal de contêineres da APM Terminals, que iniciou suas operações comerciais no começo deste mês. Nesta quarta-feira (16), a empresa informou que suspenderá cobranças de armazenagem e outras taxas relacionadas aos impactos provocados pelo bloqueio da via.

Segundo a APM Terminals, a VPE-34 é o único acesso rodoviário ao terminal operado pela companhia em Suape. Enquanto permanecer a restrição, não serão cobradas taxas de armazenagem relativas ao período afetado nem valores relacionados a reagendamentos ou ao não comparecimento de caminhões, o chamado no-show.

A empresa informou ainda que acompanha a situação e mantém contato com as partes envolvidas enquanto aguarda uma definição da responsável pela administração da rodovia. Eventuais mudanças capazes de afetar a operação deverão ser comunicadas aos clientes.

O trecho foi interditado depois que parte do pavimento de uma ponte cedeu na noite de terça-feira (15), no quilômetro 3 da VPE-34, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A ocorrência abriu uma cratera na pista e interrompeu a circulação de veículos nos dois sentidos. Não houve registro de feridos.

A ponte passa sobre uma área de manguezal e integra a malha rodoviária utilizada para acesso a instalações do Complexo de Suape. Após o rompimento, carretas ficaram retidas na região sem conseguir utilizar o trecho para entrada ou saída das áreas atendidas pela via.

A VPE-34 também dá acesso à região dos estaleiros do complexo. O bloqueio, no entanto, não atingiu a principal via pedagiada utilizada no deslocamento em direção a Nossa Senhora do Ó e Porto de Galinhas.

A Concessionária Rota do Atlântico, responsável pelo trecho, isolou e sinalizou a área e passou a controlar os acessos. Equipes de engenharia, manutenção e operação foram mobilizadas para realizar inspeções, levantamentos técnicos e monitoramento da estrutura.

Máquinas, equipamentos e materiais para as intervenções também foram deslocados para o local. As causas do rompimento ainda estão sendo investigadas e, até esta quarta-feira, não havia prazo divulgado para a retomada do tráfego.

A administração de Suape e a concessionária informaram que alternativas de circulação estão sendo avaliadas enquanto prosseguem os trabalhos. A orientação é para que motoristas não tentem utilizar o trecho bloqueado.

Novo terminal

O impacto sobre o acesso ocorre duas semanas após o início das operações comerciais da APM Terminals Suape. O novo terminal recebeu seu primeiro navio comercial no dia 2 de setembro, com a escala do Maersk Ganges, empregado no serviço de cabotagem ALCT2.

A linha conecta Suape aos portos de Pecém (CE), Salvador (BA), Santos (SP), Itapoá (SC), Rio Grande (RS) e Imbituba (SC), com previsão de escalas regulares no terminal pernambucano.

Com investimentos superiores a R$ 2 bilhões, a unidade tem capacidade inicial para movimentar até 400 mil TEU por ano. Segundo a APM Terminals, a entrada em operação do empreendimento aumenta em cerca de 55% a capacidade de movimentação de contêineres do Complexo de Suape.

O terminal ocupa aproximadamente 495 mil metros quadrados, dispõe de cais de 430 metros e capacidade estática para cerca de 12 mil TEU. A estrutura também conta com mais de 300 tomadas para contêineres refrigerados e equipamentos de movimentação eletrificados.

A operação rodoviária depende da chegada e da retirada de contêineres por caminhões, o que torna a liberação da VPE-34 necessária para a normalização completa dos fluxos terrestres do terminal. Enquanto o acesso permanecer interrompido, a APM Terminals informou que manterá as medidas comerciais anunciadas para os clientes afetados.

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