Portugal
Azul celebra 10 anos de ligação a Portugal com aposta no café e em Alex Atala
Com três rotas diárias entre Brasil e Portugal, com dois voos de Lisboa e um do Porto, a empresa aposta em estratégias como gastronomia, turismo e esporte para fortalecer a marca
A celebração dos dez anos de operações da Azul em Portugal marca um novo capítulo na experiência de bordo da companhia, que aposta cada vez mais na força da brasilidade e da gastronomia para consolidar sua presença internacional. Ao completar uma década conectando Brasil e Portugal — a primeira rota foi lançada entre Lisboa e Campinas -, a empresa alcança a marca de mais de 10 mil voos realizados entre os dois países. São quase 3 milhões de passageiros transportados, com alta taxa média de ocupação nas aeronaves, com operação de dois voos diários entre Campinas e Lisboa e outro que liga Recife ao Porto.
“Hoje os turistas portugueses já correspondem a 25% dos nossos voos de ligação entre Brasil e Europa”, festeja o vice-presidente institucional da Azul, Fábio Barros, que esteve em Lisboa na última quinta-feira (17) para um evento da celebração de aniversário da ligação entre os paíeses na residência do embaixador do Brasil em Portugal.
Para coroar o marco, a empresa prepara novidades de peso até o fim do ano. Depois de uma parceira em ações pontuais com o Alex Atala, um dos maiores nomes da gastronomia brasileira, o chef passa a ter um papel ainda mais importante na concepção de uma gastronomia, que serve como cartão de visitas cultural. Outro ponto de atração dos passageiros pelo paladar passa pelo café, um dos principais produtos de exportação do Brasil e que faz parte do mix de produtos da Delta, nova parceira nos voos com mais de 45 minutos de duração.
De acordo com o vice-presidente, Atala foi escolhido justamente pela pegada brasileira levada à mesa, uma de suas marcas registradas. “Dentro desta parceria, vamos anunciar novidades para o fim do ano”, revelou o executivo. A tendência é que, tal como aconteceu há alguns anos com o franco-brasileiro Claude Troisgros, que assinou menu da classe executiva para voos para França e Estados Unidos, o premiado chef paulista desenhe um menu especial para ser servido às alturas.
Na linha do café, que já está sendo servido nos voos, a parceira é com a marca portuguesa Delta, com grande penetração no mercado brasileiro, tanto na compra de matéria-prima quando na exportação do produto devidamente processado. “O brasileiro é apaixonado pelo cafezinho. Poder servir um café de qualidade nos nossos voos tem tudo a ver, faz total sentido e já está tendo uma receptividade muito positiva”, diz. No portfólio, há cafés de 80 países, mas a ênfase é no produto brasileiro.
Estratégia
A consolidação da Azul decorre de um modelo construído, de acordo com Barros, na contramão do setor. Em vez de disputar rotas convencionais com aeronaves de grande porte, a empresa apostou em modelos menores para capilarizar o interior brasileiro.
“A demanda internacional da Azul na verdade surgiu do restante da nossa malha. Lá no começo, quando todo mundo apostou que a Azul iria para aviões maiores, a Azul na verdade foi para aviões menores para buscar essa conectividade regional de verdade. Foi dessa demanda que surgiu naturalmente a demanda pelos voos internacionais e a rota para Lisboa”, pontuou.
Com quase 140 destinos operados no Brasil, a malha converteu-se em alavanca para o turismo receptivo, impulsionando um crescimento expressivo de 25% no tráfego de turistas portugueses em direção ao país. Uma das ferramentas para estimular essas viagens é o Air Pass, produto que possibilita aos turistas estrangeiros conhecer até oito cidades brasileiras no intervalo de um mês a partir de um valor único. E mesmo quem não voa ao Brasil pela companhia, tem a possibilidade de usufruir do passe, pagando um pouco a mais.
De acordo com Barros, sem essa conectividade não existe oportunidade de turismo estrangeiro no Brasil. “O Brasil não é um país, são vários países dentro de um: tem as praias do Nordeste, a floresta amazônica, o Pantanal, a Serra Gaúcha, o Rio, São Paulo, os centros históricos de Minas… Chegando em Campinas, o turista estrangeiro tem a oportunidade de se conectar diretamente para mais de 60 destinos”.
Para garantir essa ponte contínua, a aérea mantém, por ora, três frequências diárias entre Portugal e o Brasil . “A Azul está passando por um momento de relançamento. Toda companhia que se reestrutura se reinventa, e a Azul está fazendo isso para muito melhor. Muito em breve vamos anunciar um relançamento do nosso produto como um todo, tanto nos voos internacionais, com uma nova classe, a Azul Comfort, como novidades de serviços no doméstico até o fim do ano”, adiantou Barros.
O planejamento da empresa para os próximos anos contempla ainda ações voltadas ao calendário esportivo em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Ano que vem a gente vai ser sede da Copa do Mundo Feminina no Brasil, com oito cidades-sede, e vamos ter muita coisa especial não só de malha, mas na relação com as torcidas e as seleções”, finalizou o executivo, projetando o ciclo que se estende até a Copa do Mundo masculina de 2030 na Península Ibérica e Marrocos.
Esta reportagem integra uma série de matérias do jornal Público, de sua editoria Público Brasil, publicado pela Rede BE News, a partir da parceria firmada entre os dois veículos. São reportagens destacando as novidades e os desafios dos imigrantes brasileiros em terras lusitanas ou, nas palavras da equipe do Público Brasil, “histórias e notícias para a comunidade brasileira que vive ou quer viver em Portugal”. A matéria original pode ser acessada por este link.