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BNDES defende debêntures incentivadas para financiar infraestrutura
Presidente do banco afirma que instrumento é essencial para ampliar captação no mercado após fim dos subsídios
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu a manutenção das debêntures incentivadas como principal instrumento para financiar obras de infraestrutura no país. Segundo ele, esses títulos, que contam com benefícios fiscais para atrair investidores, têm sido a principal alternativa para ampliar a captação de recursos no mercado.
A declaração dele foi dada na última semana, durante evento no Palácio do Planalto para anunciar novos investimentos em aeroportos. Ele disse que o modelo de financiamento do banco passou por reformulação após o fim dos subsídios nas operações, há três anos. Até 2022, o BNDES contava com apoio na taxa básica de juros. Hoje, 85% das operações já são realizadas sem subsídio.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os títulos, que contam com benefícios para atrair investidores, têm sido a principal alternativa para ampliar a captação de recursos. Foto: Kayo Magalhães/BNDES
“Como fazemos um investimento de 24 anos, um financiamento de 24 anos? Estamos diante de uma taxa de juros que está, evidentemente, pela própria percepção, em trajetória de queda. Então, nós inovamos. Primeiro, fomos captar recursos do mercado, e o que garante esse investimento são as debêntures incentivadas. É muito importante manter esse instrumento. Quando captamos o recurso, nós estamos fazendo debêntures faseadas. Então, nós vamos, ao longo do tempo, permitindo que o projeto vá ajustando a melhora no ambiente macroeconômico em relação à política monetária, e aproveitando esse momento de recorde de emprego, de menor taxa de desemprego, de maior renda per capita, melhor índice de distribuição de renda. Dá flexibilidade ao projeto”, explicou Mercadante.
O governo aposta na combinação entre recursos públicos e privados para viabilizar novos projetos e ampliar os investimentos em infraestrutura em todo o país. O apoio do BNDES ao recente plano para os aeroportos incluiu R$ 4,24 bilhões para subscrição de debêntures. A emissão dos títulos ocorre em oferta pública coordenada em parceria com o Banco Santander, somando ao todo R$ 5,3 bilhões.
“Em termos de infraestrutura, nesses três anos, dos R$ 788 bilhões, 48% são crédito. Mais da metade é orçamento, é o esforço do Estado brasileiro em recuperar a infraestrutura. Estamos vivendo um ciclo de expansão da infraestrutura no Brasil”, disse Mercadante.