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Energia

BNDES e Petrobras unem agenda de minerais críticos e carbono

Atualizado em: 23 de junho de 2026 às 11:24
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Banco e estatal anunciam acordo para estudar cadeias ligadas à transição energética e divulgam resultado do primeiro leilão do ProFloresta+ na Amazônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras anunciaram nesta segunda-feira (22), no Rio de Janeiro, duas iniciativas ligadas à agenda de transição energética e descarbonização: a assinatura de um protocolo de intenções para desenvolver estudos e projetos relacionados a minerais críticos e estratégicos e o resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, voltado à compra de créditos de carbono gerados por projetos de restauração ecológica na Amazônia.

Os anúncios foram feitos durante a cerimônia de comemoração dos 74 anos do BNDES, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do banco, Aloizio Mercadante, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

No caso dos minerais críticos, BNDES e Petrobras firmaram um acordo de cooperação para troca de informações e realização de análises sobre gargalos produtivos e tecnológicos, além de projetos em andamento ou em desenvolvimento ligados às cadeias de transição energética e de óleo e gás. Segundo Mercadante, a intenção é mapear oportunidades para ampliar a agregação de valor no país a partir de minerais considerados estratégicos para a indústria de baixo carbono e para tecnologias energéticas.

“Nós estamos assinando um acordo junto com o Cenpes, e queremos também estender isso depois a uma parceria com a Vale, para estudar minerais críticos”, afirmou o presidente do BNDES durante o evento.

Ao defender a iniciativa, Mercadante destacou o peso do Brasil em algumas dessas cadeias. Segundo ele, o país é o terceiro maior produtor mundial de alumina, tem a quarta maior reserva de estanho, a segunda maior reserva de grafite natural, está entre os cinco maiores produtores de lítio do mundo, além de deter a quarta maior reserva de manganês e a terceira maior de níquel.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que os minerais críticos e estratégicos têm papel relevante para a segurança energética e para a transição para uma economia de baixo carbono. Segundo ela, a parceria com o BNDES poderá ajudar a identificar sinergias entre essas cadeias e as atividades de óleo e gás da companhia, além de apoiar o desenvolvimento de tecnologia e conhecimento no país.

No mesmo evento, BNDES e Petrobras anunciaram os vencedores do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta voltada à compra de créditos de carbono de alta integridade gerados a partir da restauração de áreas degradadas na Amazônia. Foram selecionadas três empresas para fornecer, ao todo, 5 milhões de créditos de carbono originados de projetos com espécies nativas no bioma amazônico.

A Systemica venceu um lote de 2 milhões de toneladas de CO2 equivalente, ao preço de US$ 55,33 por tonelada. A brCarbon ficou com outro lote de 2 milhões de toneladas, a US$ 55,76 por tonelada. Já a re.green foi selecionada para um lote de 1 milhão de toneladas, a US$ 73,82 por tonelada.

Segundo o BNDES e a Petrobras, a primeira etapa do programa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas em plantio, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas, gerar 6,3 mil empregos verdes e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.

ProFloresta+

Lançado em março de 2025, o ProFloresta+ foi estruturado para estimular o mercado voluntário de carbono no país por meio da criação de demanda firme para créditos de restauração ecológica. O modelo prevê contratos de longo prazo, com compra garantida pela Petrobras, e a possibilidade de financiamento aos projetos vencedores com linhas do BNDES voltadas à restauração florestal.

Entre as alternativas está o Fundo Clima – Florestas Nativas, que oferece condições de financiamento para projetos de restauração ecológica, com prazo de até 25 anos, carência de cerca de cinco anos e possibilidade de apoio de até R$ 250 milhões por projeto.

De acordo com o banco, o ProFloresta+ pode alcançar, em etapas futuras, até 15 milhões de toneladas de créditos de carbono, com restauração de até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, por meio de novos editais. A iniciativa integra a estratégia BNDES Florestas, voltada ao apoio à restauração ecológica e à bioeconomia florestal.

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TAGS Amazônia bndes petrobras ProFloresta+
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