Brasil Export
Brasil Export debate responsabilidade social para ampliar investimentos
Painel realizado em Brasília discutiu a importância de práticas de governança, responsabilidade social e critérios ESG para projetos de longo prazo
A importância da governança e da responsabilidade social para ampliar investimentos e fortalecer projetos de infraestrutura foi tema de debate nesta terça-feira (6), durante o Fórum Nacional Brasil Export 2026, realizado no Hotel Royal Tulip Alvorada, em Brasília. Representantes dos setores de saneamento, aeroportos, energia e mercado financeiro discutiram como práticas de governança integrada e ações de responsabilidade social podem contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura no país.
O painel “InfraESG: Os impactos da governança integrada e das ações de responsabilidade social no setor de infraestrutura” foi moderado pelo diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Felipe Queiroz. Também participaram do debate o diretor-presidente e de Relações com Investidores da Águas do Rio, Anselmo Leal; o CEO da Aeroportos do Brasil (ABR), Fábio Rogério Carvalho; a diretora de Sustentabilidade da AXIA Energia, Marcia Massotti; e o superintendente de Licitações da B3, Guilherme Peixoto.
Durante o painel, os participantes discutiram a importância da responsabilidade social e da governança para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira. Felipe Queiroz destacou o papel da governança na tomada de decisões e na busca por resultados alinhados aos interesses da sociedade.
“Para que a gente possa cuidar das pessoas e gerar o valor que a sociedade quer por meio da infraestrutura, existe um instrumento chamado governança, que são os métodos e as formas de se decidir que tendem, ou pelo menos pretendem, gerar uma convergência entre quem está praticando e o que está sendo entregue, com aquilo que é desejado pela sociedade”, afirmou.
O debate também abordou o crescimento dos investimentos em infraestrutura no Brasil e a incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) aos projetos.
O setor tem atraído recursos para áreas como portos, ferrovias, saneamento, energia e transporte, com o apoio de instrumentos financeiros, como debêntures incentivadas, e de iniciativas como o Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura (PSI) da ANTT.
Nos níveis 2 e 3 do PSI, as concessionárias têm direito a reequilibrar o contrato para financiar os projetos. O diretor ressaltou ainda os números alcançados no segundo semestre de 2026, com emissões de debêntures em valores em torno de R$ 3,50 bilhões.
Com isso, as empresas de infraestrutura assumem papel importante na transformação da qualidade de vida e na competitividade do país. Grandes obras e operações impactam diretamente os territórios onde estão inseridas, evidenciando a necessidade de ações que ampliem os benefícios sociais, promovam a inclusão e contribuam para o desenvolvimento.
A atração de investimentos de longo prazo para concessões e parcerias público-privadas (PPPs) também depende de segurança jurídica, integridade e maturidade institucional. A adoção de boas práticas de governança e sustentabilidade contribui para reduzir riscos e fortalecer a confiança de investidores em projetos de infraestrutura de longo prazo.
Outras programações
O Fórum Nacional Brasil Export 2026 segue até quinta-feira (8). Além da participação no painel InfraESG, o diretor da ANTT, Felipe Queiroz, também participa da solenidade de abertura do Brasil Export.
Na quarta-feira (7), o diretor da ANTT Marcelo Fonseca participa do painel “InfraJur | Estabilidade regulatória e previsibilidade para investimentos no setor de infraestrutura”, que discutirá aspectos relacionados à segurança jurídica e à previsibilidade regulatória para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura.
A programação completa do Fórum Nacional Brasil Export 2026 está disponível no site oficial do evento.