Nacional
Brasil mira protagonismo na mineração para a transição energética
Durante evento do Fórum Econômico Mundial, Governo destacou projetos e reforçou posição do país como player estratégico
O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou na segunda-feira (2), no Rio de Janeiro (RJ), durante evento do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), as principais ações para impulsionar a produção sustentável de minerais voltados à transição energética. Representando o MME, a secretária nacional substituta de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, participou da sessão “O papel dos minerais críticos em uma nova era geoeconômica”.
Na ocasião, enfatizou: “O Brasil fornecerá os minerais que o mundo precisa para a transição energética, mas estamos convencidos de que há uma janela de oportunidade para o desenvolvimento da indústria de processamento mineral e para agregação de valor à nossa produção mineral”. Ela também ressaltou que o país é reconhecido como uma jurisdição segura e estável para investimentos no setor mineral.
Em sua participação, Ana Paula Bittencourt reforçou que o mundo busca diversificar geograficamente a indústria de processamento mineral. “Faz sentido que essa indústria seja estabelecida e cresça com base em energia renovável”.
De acordo com os dados apresentados, há pelo menos 50 projetos em andamento para impulsionar a produção de minerais estratégicos para a transição energética. “O governo brasileiro está comprometido em garantir que esses projetos sejam executados e operados de forma sustentável, com segurança para os trabalhadores, para as comunidades próximas e para o meio ambiente”, disse a secretária.
Entre as iniciativas citadas, estão o Plano Decenal de Mapeamento Geológico e Levantamento de Recursos Minerais 2025-2034 (PlanGeo) e o Fundo de Minerais Estratégicos, criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar empresas juniores e de médio porte em projetos de exploração mineral, desenvolvimento e implantação de minas.
Demanda global
A crescente demanda global por minerais críticos também foi abordada durante o encontro. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que a demanda por manganês, lítio, grafite e níquel poderá aumentar ao menos seis vezes, enquanto a demanda por cobalto pode triplicar. A expansão das fontes renováveis de energia — como solar e eólica — também deve impulsionar a demanda por cobre e alumínio.
Diante deste cenário, o governo federal entende ser um importante player do setor mineral. O país lidera a produção e o processamento de nióbio, possui a segunda maior reserva de grafite natural e de elementos de terras raras, além da terceira maior reserva de níquel, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).