Nacional
Caminhoneiros autônomos preparam paralisação para esta semana
Entre reivindicações da categoria está a alta do preço do diesel em meio aos conflitos no Oriente Médio
Lideranças e sindicatos que representam os motoristas autônomos de caminhão preparam para esta semana uma greve nacional da categoria em razão da alta do preço do diesel. Sindicatos de alguns estados já aderiram à paralisação, que pode ser mais ampla pelo país.
Em comunicado, a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) informou que a movimentação deve receber apoio de entidades e lideranças de sindicatos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás.
Em Santos, uma assembleia foi realizada no início da semana e, nesta quarta-feira (18), uma nova reunião vai promover a adesão ou não de caminhoneiros autônomos que transportam cargas para o Porto de Santos (SP).
A definição para a data da paralisação ainda será divulgada e pode ser que ocorra ainda nesta semana. Lideranças nacionais dos caminhoneiros autônomos ainda articulam para ampliar a adesão para mais estados brasileiros.
A principal reivindicação da categoria dos rodoviários é a alta do óleo diesel, que reflete diretamente no bolso nas bombas de combustíveis em todo o país. O principal deles, o anúncio da Petrobras o reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel A, produto que sai das refinarias antes da mistura com biodiesel. Os caminhoneiros atribuem que o movimento da estatal esvaziou o efeito de medidas tributárias anunciadas pelo Governo Federal.
A medida da Petrobras ocorre em meio aos conflitos no Oriente Médio, principalmente por ataques ao Irã pelo exército dos Estados Unidos. Importantes rotas logísticas marítimas do mundo, como o Estreito de Ormuz, vive grande apreensão pela não passagem de navios petroleiros, impactando diretamente a economia global, que vê os preços do petróleo disparar em todo o mundo.
Em 12 de março, o governo anunciou medidas emergenciais para aliviar o custo do diesel, entre elas zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível e uma subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores que vendessem abaixo de um valor preestabelecido. A expectativa era de queda de até R$ 0,64 por litro em determinados casos.