HUB
Campanha de Lula pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro no TSE
Ação acusa candidato do PL de abuso de poder econômico e uso indevido das redes sociais; Meta nega favorecimento eleitoral
A equipe de campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou, na noite dessa quarta-feira, dia 21, uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo a cassação do registro de candidatura da chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL). A petição assinada pelo corpo jurídico da campanha petista acusa a chapa adversária de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. O cerne da acusação baseia-se na alegação de assimetria no alcance de conteúdos nas redes sociais operadas pelo conglomerado Meta (Facebook e Instagram), sustentando que o perfil de Flávio Bolsonaro foi beneficiado pelo direcionamento e impulsionamento de algoritmos, enquanto postagens do candidato do PT sofreram restrições indevidas.
Além das métricas de impulsionamento, os advogados de Lula acusam restrições na geração de conteúdos por Inteligência Artificial (IA) durante a campanha. E alegam que ferramentas de IA da plataforma barraram a criação e circulação de prompts e imagens favoráveis a Lula, enquanto permissões similares para a candidatura do PL eram liberadas pelos sistemas automatizados. Em nota ao TSE, a Meta rebateu qualquer acusação de favorecimento, afirmando que trata ambas as campanhas com neutralidade isonômica.
O processo foi distribuído por sorteio ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que tomou posse recentemente como corregedor-geral da Justiça Eleitoral no TSE. Não há prazo fixado para o despacho inicial do relator.
Alerta
O novo relatório sobre a Lacuna de Emissões (Emissions Gap Report 2026), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), apresentou um diagnóstico contundente sobre o ritmo da crise climática. O documento aponta que o planeta caminha para um aquecimento catastrófico de 2,8°C até o ano de 2100 sob a manutenção das políticas atuais, ou 2,6°C caso todos os compromissos nacionais (NDCs) condicionados a recursos externos sejam cumpridos.
A publicação do estudo ocorre simultaneamente ao alerta emitido por Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), indicando a formação de um “Super El Niño”. O fenômeno climático pode atingir intensidade sem precedentes nas últimas quatro décadas, desregulando regimes de chuvas no mundo inteiro, provocando secas severas na Amazônia e no Norte do Brasil e enchentes devastadoras na Região Sul.