Nacional
Cecafé realiza 10ª edição do Coffee Dinner & Summit em Campinas
Evento em Campinas reúne especialistas e autoridades para tratar de comércio, sustentabilidade e infraestrutura
Maior evento do setor cafeeiro no Brasil, o Coffee Dinner & Summit chega à sua décima edição entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP). Promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o encontro reunirá autoridades, especialistas e representantes da cadeia global para discutir os desafios e perspectivas do setor.
Com o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos Cafés do Brasil”, o evento propõe reflexões sobre questões econômicas, climáticas, socioambientais, regulatórias e logísticas que impactam o comércio internacional. O objetivo é fomentar debates sobre estratégias sustentáveis e sobre o papel do Brasil — maior produtor mundial de café — no abastecimento global, em linha com critérios ESG.
A programação será realizada no Royal Palm Hall, espaço escolhido com o intuito de facilitar a logística dos participantes e acomodar o crescimento do evento. “Nosso evento cresceu ao longo dos anos e entendemos que é necessário um local mais espaçoso, em uma cidade que facilite a questão logística dos participantes, além de ampliarmos o leque de temas de discussão diante de cenários desafiadores para todos os segmentos da cafeicultura mundial”, afirma Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.
A cerimônia de abertura acontece na noite do dia 2 e contará com a presença de autoridades federais, estaduais e representantes da cadeia produtiva internacional. Estão confirmadas as participações dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), dois dos principais Estados produtores do país.
Nos dias seguintes, o evento terá painéis técnicos voltados à análise dos gargalos logísticos e das deficiências da infraestrutura portuária brasileira, além de debates sobre o papel das exportações de café no desempenho econômico do país. Especialistas também vão discutir os caminhos para garantir previsibilidade e eficiência na cadeia de suprimentos do setor.
Segundo Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, a sobrecarga na infraestrutura portuária tem gerado atrasos e omissões de escalas, comprometendo o fluxo das exportações. “Esse cenário desafiador, que impõe obstáculos ao cumprimento dos embarques do país e causa reclamações dos compradores externos dos produtos brasileiros, gera despesas logísticas elevadíssimas e não previstas aos nossos exportadores, além de menor repasse financeiro aos produtores nas transações comerciais, visto que o Brasil é o país que mais transfere o valor Free on Board (FOB) aos cafeicultores, com índices superiores a 90% nas últimas safras”, afirma.