Hidrovias
CODEBA vistoria embarcações para retomada da Hidrovia do São Francisco
Companhia avança nos preparativos e negocia cooperação técnica com a CODEVASF para impulsionar desenvolvimento em 505 municípios
A Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) intensificou os preparativos para a retomada das operações na Hidrovia do Rio São Francisco. Na manhã do último sábado (30), o chefe de gabinete da Autoridade Portuária Federal, Carlos Luciano, percorreu as embarcações que integram o comboio destinado ao projeto. A inspeção faz parte de uma série de providências que a Companhia precisa concluir antes do início das atividades operacionais.
O comboio inspecionado é composto por quatro embarcações: uma barca, uma Chata CS, uma draga Matrichã e o barco-hotel Cidade Pirapora.
Com a autorização do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em mãos, a CODEBA trabalha simultaneamente em duas frentes. De um lado, a companhia elabora o projeto técnico da nova Hidrovia do São Francisco. De outro, reúne a documentação exigida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, para viabilizar o transporte das embarcações até Juazeiro, no interior da Bahia.
O processo ainda caminha em paralelo às negociações com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF). As duas instituições discutem a celebração de um Acordo de Cooperação Técnica voltado a ações conjuntas de revitalização do rio e ao mapeamento de oportunidades de negócios no entorno da hidrovia, uma iniciativa que pode mudar a dinâmica econômica de toda a bacia hidrográfica.
POTENCIAL
De acordo com a Companhia, a retomada das operações na hidrovia deve impactar diretamente 505 municípios distribuídos ao longo do Rio São Francisco, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Para o chefe de gabinete, o modal hidroviário representa uma alternativa ao transporte rodoviário, historicamente dominante no Brasil, com custos operacionais menores e emissões de carbono reduzidas.
“Nosso objetivo é fomentar o desenvolvimento regional por meio de um transporte mais econômico e ambientalmente sustentável, atraindo investimentos e fortalecendo a integração econômica dos 505 municípios que serão impactados com a retomada das operações da Hidrovia do São Francisco, estimulando um novo vetor de desenvolvimento para o país”, finaliza Carlos Luciano.