Portos
Com aval da Marinha, Rio Grande inicia nova etapa do VTS
Sistema deve ampliar segurança, previsibilidade e controle das operações no principal porto gaúcho
A Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil concedeu licença para a implantação do serviço de tráfego de embarcações (VTS) no Porto do Rio Grande, principal complexo portuário do Rio Grande do Sul. O projeto é uma parceria entre a Portos RS e a empresa APL – Arranjo Produtivo Local Marítimo.
A autorização abrange a área marítima adjacente e as águas interiores da poligonal do porto, incluindo canais de acesso, bacias de manobra, áreas de fundeio internas e externas e cais acostados, além das áreas de fundeio ‘Romeo’, ‘Sierra’ e da área de despejo de material dragado.
A empresa responsável pelo serviço deverá submeter à aprovação do Centro de Auxílios à Navegação Almirante Moraes Rego (CAMR) os procedimentos operacionais padronizados, em conformidade com a Guideline G1141 da IALA (Associação Internacional de Sinalização Marítima), documento técnico global que estabelece diretrizes e padrões para o VTS.
Além disso, será necessária a aprovação dos Procedimentos para os Navegantes junto à Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul (CPRS) e ao CAMR, etapa indispensável para o funcionamento do sistema.
O diretor de Hidrografia e Navegação, vice-almirante Ricardo Jaques Ferreira, também ressaltou a necessidade de homologação, pelo CAMR, dos documentos relativos à comunicação aos terminais de uso privado (TUPs) sobre a implantação do VTS e as condições de operação, conforme previsto na Normam-602 da DHN.
Sistema
Quando entrar em operação, o VTS permitirá à Portos RS gerenciar todo o tráfego marítimo do complexo portuário, aumentando a previsibilidade das manobras, reduzindo riscos de colisões e encalhes, fortalecendo a proteção ambiental e fornecendo informações meteoceanográficas em tempo real aos navegantes.
A expectativa é que a tecnologia eleve os padrões de segurança e eficiência operacional do Porto do Rio Grande, alinhando o complexo às melhores práticas internacionais de gestão do tráfego aquaviário.