Ferrovias
Conectividade via satélite alcança 3 mil km de ferrovias no Brasil
Soluções que combinam satélite e redes terrestres atendem operações da Rumo e da VLI
A integração entre redes de comunicação via satélite e tecnologias terrestres, como LTE, vem ampliando as possibilidades de digitalização das ferrovias brasileiras e já conectam 3 mil quilômetros de trilhos segundo a Globalsat Group, empresa especializada em conectividade.
A tecnologia é utilizada em projetos de empresas como Rumo e VLI e busca garantir comunicação e transmissão de dados ao longo de corredores ferroviários que atravessam regiões com diferentes condições de cobertura. A combinação de redes permite utilizar a conectividade terrestre onde há infraestrutura disponível e recorrer ao satélite em trechos remotos ou com limitações de sinal.
O modelo atende a aplicações como rastreamento de locomotivas, comunicação entre maquinistas e equipes de manutenção, monitoramento operacional e troca de informações com centros de controle. A disponibilidade desses dados pode ampliar a visibilidade sobre os ativos e apoiar decisões durante a circulação dos trens.
“À medida que as ferrovias avançam em digitalização, automação e monitoramento em tempo real, a conectividade passa a ser parte da infraestrutura estratégica da operação. A integração entre redes permite utilizar a tecnologia mais adequada em cada situação, ampliando a eficiência e a visibilidade sobre os ativos”, afirma o diretor Brasil da Globalsat Group, Flávio Franklin.
Soluções atendem Rumo e VLI
Na Rumo, a Globalsat implementou um sistema de comunicação e telemetria que permite rastrear locomotivas em tempo real e estabelecer comunicação entre maquinistas, equipes de manutenção e centros de controle. Iniciado em 2020, o projeto chegou a 300 locomotivas equipadas.
Na VLI, a empresa lidera um projeto de modernização da conectividade baseado na combinação de satélite e LTE ao longo de mais de 1,8 mil quilômetros de malha ferroviária. A solução permite acompanhar a movimentação das locomotivas e transmitir informações operacionais aos centros de controle, inclusive em trechos remotos.
A integração entre as tecnologias busca contornar uma das dificuldades da comunicação ferroviária: a necessidade de manter a transmissão de dados ao longo de percursos extensos, que podem atravessar áreas com baixa cobertura de redes terrestres.
Além do rastreamento, a conectividade dá suporte a aplicações de Internet das Coisas (IoT) e a sistemas de monitoramento. A evolução desses recursos amplia a possibilidade de integrar informações sobre ativos, equipes e operações, com potencial para apoiar a gestão dos corredores ferroviários.