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Custos logísticos no Brasil devem chegar a R$ 2,2 trilhões em 2026
Despesas devem representar 16,1% do PIB, pressionadas pelo custo de financiamento dos estoques e pela taxa básica de juros, segundo o ILOS
Os gastos totais com logística no Brasil devem alcançar a marca expressiva de R$ 2,2 trilhões em 2026. O montante representa 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, consolidando o maior patamar estrutural de custos no setor desde 2022, segundo levantamento anual divulgado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). O estudo analisa as despesas de movimentação (transportes), armazenagem e financiamento de estoques. E mostra que a fatia do PIB consumida pela logística estabilizou-se em um patamar superior ao da última década, impulsionada especialmente pela manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano.
Para Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS e responsável pela pesquisa, o capital imobilizado com as operações logísticas deixou de ser um custo secundário para se tornar um componente estrutural de pressão sobre o balanço financeiro das empresas. “Com a Selic nesse patamar, o capital imobilizado em mercadoria deixou de ser um custo secundário e passou a pesar de forma estrutural no resultado das empresas. Não é apenas o volume de estoque que explica a alta, mas também o custo de carregá-lo… O Brasil não está diante de um pico temporário, mas de um novo patamar de custo logístico. O salto de 2022 se consolidou e seguimos operando acima de 16% do PIB”, afirmou.
Consulta prorrogada
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) prorrogou, até as 23h59 do próximo dia 4 de novembro, o prazo final para o recebimento de contribuições, dados e sugestões dos agentes do setor marítimo-portuário na Tomada de Subsídios Pública SRG nº 03/2026. A consulta pública trata diretamente do relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) Preliminar sobre a sobrestadia de contêineres (demurrage), enquadrada no Tema 2.6 da Agenda Regulatória 2025/2028 da autarquia.
O processo regulatório reavalia os efeitos práticos da Resolução Antaq nº 62/2021, norma que disciplina os direitos e deveres de usuários, intermediários, armadores e operadores portuários nas cobranças pelo uso excedente das caixas metálicas. A revisão busca aprimorar a previsibilidade de custos, prevenir abusos tarifários e ajustar responsabilidades na devolução de equipamentos nos terminais do País.