Portos
Edge projeta terminal de GNL de até R$ 1 bilhão em Rio Grande
Governo do Rio Grande do Sul e Edge assinaram acordo para estruturar nova rota de abastecimento de gás natural no Estado
O Porto de Rio Grande deve ganhar uma nova estrutura para a entrada de gás natural no Rio Grande do Sul. O governo estadual e a Edge, empresa do grupo Compass, assinaram nesta quarta-feira (23) um Memorando de Entendimento (MoU) para estruturar um terminal de GNL na região, em um projeto com potencial de investimentos de até R$ 1 bilhão.
A proposta busca ampliar a oferta de gás no mercado gaúcho e criar uma nova rota de abastecimento, com capacidade para acompanhar o crescimento da demanda e atender novos consumidores. A iniciativa também pretende contribuir para superar um dos principais gargalos energéticos do Estado e criar condições para a atração de novas indústrias.
O projeto será desenvolvido de forma modular e escalável, permitindo que a oferta seja ajustada à demanda existente e ampliada conforme novos consumidores sejam incorporados ao mercado. A estrutura terá sinergia com o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), já operado pela Edge em Santos.
A partir da assinatura do acordo, serão aprofundados os estudos sobre infraestrutura, logística, suprimento e demanda, além dos aspectos técnicos, regulatórios e econômicos necessários para a implantação do empreendimento.
O governador Eduardo Leite afirmou que a ampliação da oferta de gás integra uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico na próxima década. Segundo ele, o gás natural amplia a oferta de energia, dá mais segurança ao abastecimento e melhora a competitividade de setores importantes da economia gaúcha.
O Rio Grande do Sul concentra polos industriais dos setores metalmecânico, petroquímico, papel e celulose, alimentos e bebidas, fertilizantes e agronegócio. A diversificação das fontes de suprimento de gás natural, segundo o governo estadual, deve contribuir para a competitividade dessas atividades, além de estimular novos investimentos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional.
O secretário-geral de Governo, Artur Lemos, destacou que a oferta de energia competitiva depende de um ambiente regulatório estável e afirmou que o Estado permanece aberto a diferentes rotas para ampliar o fornecimento de gás natural, integrado ao biometano.