Aeroportos
Embarques internacionais nos aeroportos do Norte crescem 27,3% até julho
Região movimentou 121,9 mil passageiros com destino ao exterior nos sete primeiros meses de 2026; tráfego doméstico alcançou 3,18 milhões
Os aeroportos da Região Norte registraram crescimento de 27,3% nos embarques internacionais entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 121,9 mil passageiros transportados para destinos no exterior, diante de 95,8 mil nos sete primeiros meses de 2025. O aumento corresponde a 26,1 mil embarques adicionais, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
O resultado internacional superou o ritmo de crescimento da movimentação geral da região, que registrou 3,3 milhões de passageiros embarcados em voos domésticos e internacionais no período. O volume total avançou 1,5% em relação aos 3,25 milhões contabilizados entre janeiro e julho de 2025.
O mercado doméstico continuou responsável pela maior parte das operações, com 3,18 milhões de embarques nos sete primeiros meses de 2026. Embora represente uma parcela menor do movimento total, a aviação internacional apresentou expansão mais acelerada e alcançou um resultado histórico no primeiro semestre.
Entre janeiro e junho, os aeroportos da região registraram 103.868 embarques internacionais, crescimento de 30,7% em relação ao mesmo período de 2025. Foi a primeira vez que o Norte superou 100 mil passageiros com destino ao exterior nos seis primeiros meses de um ano, estabelecendo o maior resultado para o período na série histórica da Anac.
Considerando os voos domésticos e internacionais, a movimentação no primeiro semestre chegou a 2.773.145 embarques, aumento de 0,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior e melhor desempenho da última década para o período, segundo o Ministério.
Destinos internacionais
O crescimento da aviação internacional foi sustentado principalmente pelas ligações com países da América do Sul e da América Central, além de rotas para a Europa e os Estados Unidos.
No primeiro semestre, a Colômbia respondeu por 25% dos embarques internacionais realizados na região Norte, seguida pelo Panamá, com 23,8%. Portugal representou 19,5% da movimentação, enquanto os Estados Unidos concentraram 13,7% e o Suriname, 12,8%.
Juntos, esses cinco países responderam por quase 95% dos embarques internacionais contabilizados nos aeroportos nortistas entre janeiro e junho.
A distribuição reflete a posição geográfica da região e a importância das conexões com países vizinhos. As ligações internacionais também ampliam as alternativas de deslocamento para passageiros que, em outros itinerários, precisariam realizar conexões em aeroportos de outras regiões brasileiras.
Janeiro foi o mês com maior movimentação internacional nos sete primeiros meses do ano, com 21,1 mil embarques. Em julho, foram registrados 18,1 mil passageiros com destino ao exterior, crescimento de 10,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
Mercado doméstico
Nos voos nacionais, julho apresentou o maior resultado mensal de 2026 até então, com 511,7 mil embarques. O volume representa alta de 8,2% em relação aos 472,7 mil passageiros registrados no mesmo mês do ano passado.
O desempenho de julho ocorreu após um primeiro semestre de relativa estabilidade no mercado doméstico, quando foram contabilizados 2.669.277 embarques.
O crescimento mensal indica uma recuperação da movimentação em relação ao resultado de junho, quando a soma dos mercados doméstico e internacional havia apresentado queda de 5,6% na comparação anual.
Aeroportos mais movimentados
Belém (PA) liderou o movimento de passageiros na Região Norte no primeiro semestre, com 960.854 embarques. Manaus (AM) ficou na segunda posição, com 756.146 passageiros, seguida por Palmas (TO), que registrou 179 mil.
Macapá (AP) contabilizou 155.359 embarques, enquanto Porto Velho (RO) alcançou 139.285.
Outros aeroportos também tiveram participação relevante na malha regional. Santarém (PA) registrou 116.657 passageiros, Boa Vista (RR) somou 96.730, Rio Branco (AC) contabilizou 89.979 e Marabá (PA), 86.183.
A distribuição dos passageiros entre capitais e cidades do interior evidencia o papel do transporte aéreo na Região Norte, onde as grandes distâncias e as limitações das conexões terrestres tornam a aviação importante para a integração regional.