Brasil Export
Empresas recorrem à IA para criar diferencial competitivo, diz especialista
Anderson Soares afirma que companhias de diferentes setores passaram a desenvolver soluções próprias, mas alerta para dificuldades na adoção da tecnologia
Empresas de setores que tradicionalmente apenas compravam tecnologia passaram a investir no desenvolvimento de soluções próprias de inteligência artificial (IA) para ganhar competitividade. O movimento já alcança áreas como logística, portos e aeroportos, segundo Anderson Soares, vice-presidente do AI Brasil e fundador do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG).
O especialista em inteligência artificial fez uma apresentação durante o primeiro dia de programação do Fórum Brasil Export, nesta terça-feira (6), em Brasília. Para o executivo, a mudança representa uma nova etapa na digitalização das companhias.
“Dez anos atrás, todas as empresas que não desenvolviam tecnologias eram meras compradoras de tecnologia. Só que aquilo que você compra não é diferencial. O seu concorrente também compra. O ponto-chave é que a IA se traduz pelo problema que resolveu, não pelo setor em que nasceu”, disse.
Entre as aplicações estão a identificação de padrões em imagens, a interpretação de grandes volumes de documentos e o processamento de extensas bases de dados, recursos que podem ser adaptados a diferentes atividades econômicas.
A corrida pela tecnologia, porém, também tem provocado projetos interrompidos ou que não alcançam os resultados esperados. Segundo Soares, um dos motivos é a diferença entre a velocidade de evolução da IA e a capacidade das empresas de incorporá-la às operações. “A tecnologia acelera mais do que a organização necessariamente tem capacidade de absorver”, afirmou.