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Brasil Export

ESG deixa de ser relatório e passa a ser ferramenta de gestão, dizem especialistas

Atualizado em: 6 de outubro de 2026 às 14:01
Júnior Batista Enviar e-mail para o Autor

Executivas defendem integração da sustentabilidade ao planejamento das empresas e alertam para compromissos que ficam no discurso

A agenda ESG precisa deixar de ocupar apenas relatórios e compromissos públicos para ser incorporada à gestão e às decisões das empresas. Essa foi uma das principais conclusões do painel “ESG além do discurso: negócios, impacto e competitividade”, realizado nesta terça-feira (6) durante o Fórum Nacional Brasil Export 2026, em Brasília.

Para a diretora Brasil da Global Reporting Initiative (GRI), Danielly Mello Freire, o desafio das empresas não está mais apenas em produzir informações sobre sustentabilidade, mas em utilizá-las para orientar estratégias, antecipar riscos e gerar valor.

“Não é um problema de volume, mas um problema de uso”, afirmou Danielly, ao defender uma maior integração entre os diferentes padrões e ferramentas de reporte de sustentabilidade.

A diretora de Impacto do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, Mônica Gregori, também chamou atenção para a distância entre assumir compromissos e efetivamente implementá-los. O Pacto Global à Agenda 2030 reúne atualmente mais de 12 mil empresas no Brasil e trabalha com quatro pilares: meio ambiente, trabalho, direitos humanos e anticorrupção. “Não podemos deixar de pensar que existem aquelas pessoas que simplesmente se comprometeram e não têm essa intenção de colocar em ação”, diz.

A dimensão social do ESG foi abordada pela presidente do Instituto Autismo Brasil, Fabíola Julião, que criticou a visão de diversidade e inclusão como uma agenda restrita ao departamento de Recursos Humanos. “O desafio é garantir a permanência das pessoas com deficiência nas organizações e adaptar cultura, gestão de pessoas e ambiente de trabalho para incorporar a neurodiversidade”, afirma.

A discussão reforçou a ideia de que a agenda ESG está deixando de ser tratada apenas como uma questão de reputação ou comunicação. A diretora de Mercado para a América Latina do CDP, Carla Leal, destacou que essa mudança é particularmente relevante para setores de infraestrutura, indústria, portos e logística, que trabalham com investimentos de longo prazo e elevada exposição a riscos.

Novos conselheiros do Conselho ESG Brasil Export (Foto: Saulo Cruz)

Novos Conselheiros

Após o painel “ESG além do discurso: negócios, impacto e competitividade”, foram empossados 21 novos integrantes do Conselho ESG do Brasil Export.

Passaram a integrar o colegiado Ana Paula Jaeger, Ana Salles, Andrea Andreis, Andrea de Fatima, Claude Soares Ribeiro de Araujo, Cristina Wadner, Cynthia Ruas Vieira Brayer, Débora Assis Pacheco Andrade, Fabíola Dourado Fulgencio, Fabíola Julião, Fernanda Machado, João Hamú, Lilian de Alencar Pinto Campos, Marcelli Silva de Mello, Mayara Alves dos Reis, Rafaela Gomes de Souza e Silva, Samantha Albuquerque, Thiago Caetano Ferraz Costa, Thiago Pereira Vizioli, Verena Barreto Sturaro e Victor Gimenes.

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TAGS brasil export esg Fórum Nacional Brasil Export sustentabilidade
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