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Centro-Oeste Export

Estudos avaliam aumento do calado da Barra Norte do Rio Amazonas

Atualizado em: 23 de julho de 2026 às 16:55
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Projeto busca elevar capacidade de navegação e permitir maior carregamento de navios na rota estratégica para o escoamento da produção do Centro-Oeste

Estudos técnicos estão em andamento para avaliar a ampliação do calado autorizado da Barra Norte do Rio Amazonas, com o objetivo de permitir que navios de maior porte ou com maior volume de carga possam navegar pelo trecho. A iniciativa envolve levantamentos hidrográficos, batimetria e análises das condições de segurança da navegação.

O tema foi debatido em um painel sobre a Barra Norte durante o fórum Centro-Oeste Export, realizado nesta quinta-feira (23), em Rio Verde (GO). O encontro reuniu representantes do setor portuário e especialistas em logística para discutir os avanços e desafios da rota amazônica.

O chamado Projeto Barra Norte, coordenado pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) em parceria com instituições técnicas, avalia as condições naturais do canal, especialmente na região do Arco Lamoso, na foz do Rio Amazonas. A proposta é verificar a possibilidade de ampliar a profundidade operacional com segurança, reduzindo a necessidade de grandes intervenções de dragagem.

Levantamentos já realizados indicam potencial para aumento do calado. Estudos apresentados à Marinha apontam que a elevação do limite atual, de aproximadamente 11,70 metros para 12,50 metros, poderia ampliar a capacidade de transporte de navios do tipo Panamax, permitindo o embarque de milhares de toneladas adicionais por viagem.

A Marinha do Brasil é responsável pela avaliação da segurança da navegação e pela autorização de eventuais mudanças nos limites de calado. A possível ampliação ainda depende da análise dos dados técnicos, das condições do canal e da definição dos parâmetros operacionais.

A expansão da capacidade de navegação pela Barra Norte é considerada estratégica para a logística brasileira, principalmente para o escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste. Com navios mais carregados, o setor projeta ganhos de competitividade, redução de custos logísticos e menor emissão de gases de efeito estufa por tonelada transportada.

Além dos impactos econômicos, a ampliação da rota amazônica é vista como uma alternativa para diversificar a matriz logística nacional e reduzir a dependência do transporte rodoviário em longas distâncias.

Participaram do painel Edson Mesquita dos Santos, gerente de Pesquisa e Análise do Instituto Praticagem do Brasil; Murillo Barbosa, diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP); e Adalberto Tokarski, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A mediação foi feita pelo diretor geral da Rede BE News, Leopoldo Figueiredo.

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TAGS Barra Norte navegação
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