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Internacional

Europa e Reino Unido endurecem regras para entrada de brasileiros

Atualizado em: 14 de maio de 2026 às 14:38
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Com a adoção de sistemas como EES, ETIAS e ETA, embarque passa a depender de autorizações eletrônicas e biometria 

A entrada de brasileiros na Europa e no Reino Unido passa a operar sob um modelo de controle mais rígido e digitalizado. A adoção de sistemas eletrônicos, biometria e integração de bancos de dados amplia o nível de fiscalização e reduz a margem de flexibilidade no processo migratório. Na prática, o embarque e a entrada nesses destinos passam a depender de validações automáticas e autorizações prévias.

O Entry/Exit System (EES) substitui o carimbo manual no passaporte por um registro eletrônico comum aos países do Espaço Schengen. O sistema armazena dados de entrada e saída, país de ingresso e informações biométricas.

Brasileiros seguem isentos de visto para permanência de até 90 dias em um período de 180 dias, mas o controle passa a ser totalmente automatizado. O tempo de permanência será calculado de forma precisa pelo sistema.

O descumprimento do prazo permitido gera registro automático nas bases migratórias, com potencial impacto em futuras entradas.

O ETIAS (European Travel Information and Authorization System) será obrigatório para viajantes isentos de visto que ingressem na área Schengen. A implementação plena está prevista até o fim de 2026.

O processo será feito de forma online, com checagem de dados e cruzamento com bases internacionais de segurança. Sem aprovação, companhias aéreas poderão impedir o embarque ainda no check-in.

A autorização terá validade de até três anos, custo estimado de 7 euros e permitirá múltiplas entradas dentro das regras de permanência.

O Reino Unido já exige o ETA (Electronic Travel Authorization) para estadias de curta duração. O sistema é vinculado ao passaporte e verificado eletronicamente antes do embarque.

Com validade de até dois anos e taxa aproximada de 16 libras, o ETA também é exigido para passageiros em conexão.

Com a implementação dos sistemas, o controle migratório na Europa e no Reino Unido passa a ser totalmente digital e integrado. O embarque sem planejamento prévio deixa de ser viável diante das novas exigências.

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