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Comércio exterior

Exportações pós acordo Mercosul-UE crescem 21%; abacates são destaque

30 de outubro de 2026 às 13:13
Júnior Batista Enviar e-mail para o Autor

Vendas de produtos brasileiros ao mercado europeu avançaram entre maio e setembro

As exportações brasileiras de produtos beneficiados pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia cresceram 21% nos primeiros cinco meses de aplicação provisória das regras comerciais, entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e apontam avanços tanto na pauta agropecuária quanto na industrial.

Entre os produtos com maior crescimento estão os abacates frescos, cujas vendas ao mercado europeu avançaram 421%. As exportações de mel aumentaram 367%, enquanto as de óleo de milho tiveram alta de 266%. O desempenho foi registrado após o início da redução ou eliminação de tarifas para produtos contemplados pelo acordo, em 1º de maio.

Outros itens também apresentaram crescimento expressivo no período. As exportações de ferrossilício-manganês avançaram 173%, as de alumínio em bruto aumentaram 107% e as de óleos combustíveis cresceram 102%. O etanol teve alta de 95,2%, o óleo essencial de laranja, de 75,8%, e as maçãs frescas, de 29%.

Na indústria, um dos destaques foi a exportação de transformadores elétricos. O Brasil não havia registrado vendas do produto à União Europeia entre maio e setembro de 2025, mas movimentou US$ 39 milhões no mesmo intervalo deste ano.

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, os resultados iniciais refletem a ampliação das oportunidades comerciais e das condições de competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu. Segundo ele, o acordo também pode contribuir para agregar valor à produção brasileira e ampliar a participação do país no comércio internacional.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que o governo trabalha para ampliar o acesso das empresas brasileiras aos benefícios negociados. “A estratégia inclui divulgar as oportunidades comerciais e orientar exportadores sobre as condições necessárias para utilizar as preferências tarifárias”, diz.

O MDIC disponibiliza materiais técnicos no Portal Siscomex, com informações sobre regras de origem, desgravação tarifária, indicações geográficas e tabelas de preferências. Para usufruir das reduções ou eliminações de tarifas, os produtos precisam cumprir os critérios específicos estabelecidos no acordo.

As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de 25 anos. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro de 2026, e a aplicação provisória das disposições comerciais teve início em 1º de maio. O tratado conecta mercados que reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões.

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TAGS Acordo Mercosul-UE agronegocio balança comercial exportações
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