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FMM aprova R$ 585,9 milhões para projetos navais no Norte
Recursos serão destinados à construção de três empurradores fluviais e à modernização de 206 balsas mineraleiras, com previsão de 320 empregos diretos
O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 585,9 milhões para projetos de construção e modernização de embarcações nos estados do Amazonas e do Pará, na região Norte. As propostas envolvem a construção de três empurradores fluviais e a modernização de 206 balsas mineraleiras, com potencial de gerar 320 empregos diretos. O anúncio foi feito durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada na última quinta-feira (8).
Os serviços serão executados pelos estaleiros Juruá, em Iranduba (AM), e Rio Maguari, em Belém (PA). Os projetos abrangem tanto a construção de novas embarcações destinadas ao transporte de minérios quanto a adaptação de balsas para atender às exigências da carga.
Amazonas
O projeto de maior valor prevê R$ 327,6 milhões para a construção de três empurradores fluviais no estaleiro Juruá, em Iranduba. A iniciativa tem previsão de gerar 270 empregos diretos e prazo de execução de quatro anos.
Cada embarcação terá potência de 4.800 quilowatts e será utilizada no transporte de minérios entre Corumbá (MS) e Nueva Palmira, no Uruguai. Nesse destino, a carga será transferida para navios de longo curso para exportação.
O projeto conecta a construção naval no Amazonas à logística de transporte de minérios em uma rota que se estende até o Uruguai.
Pará
No Pará, o FMM aprovou R$ 258,3 milhões para a modernização de 206 balsas mineraleiras no estaleiro Rio Maguari, localizado no distrito de Icoaraci, em Belém. A proposta prevê 50 empregos diretos e prazo de execução de 55 meses.
O projeto consiste na instalação de tampas nos porões de carga das embarcações, permitindo o transporte de finos de minério de ferro. O material exige cuidados específicos no controle da umidade devido ao risco de liquefação ou empedramento.
A iniciativa prevê a adaptação da frota às necessidades do transporte desse tipo de carga. O projeto não especifica os locais em que as balsas serão utilizadas.